Brasil: um salto para o comunismo – Propaganda do PT 2013

PROPAGANDA DO PT REVELA: BANDEIRA VERMELHA NA FRENTE DA BANDEIRA DO BRASIL; QUE PRÓXIMO SALTO SERÁ A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO.

 

A Europa está perante uma ameaça totalitária sob a capa de democracia

Orlando Braga

AO CONTRÁRIO do que está escrito aqui, no Ocidente não existe “diferendo”, porque “diferendo” implica a aceitação da diferença — diferendo vem de diferença. O problema do Ocidente é a “ruptura”, e não um “diferendo”. Qualquer que seja a reificação política e cultural resultante da actual ruptura, ela será sempre totalitária.

O niilismo, de que nos fala a citação, tem pelo menos duas vertentes — a neoliberal e a marxista cultural — e não só uma como, aparentemente, nos quer fazer crer. Não existe apenas e uma só manifestação de niilismo. As coincidências de estratégia verificadas entre os dois tipos de niilismo são perspectivas de confrontos de ruptura ainda mais radicais que estão desde já alinhavados — e daí a verosimilhança de um totalitarismo adventício.

A ruptura ocidental é trilateral: é, por um lado, uma ruptura entre os dois niilismos entre si, e por outro lado uma ruptura entre os dois niilismos em relação à História. A ruptura é, por sua própria natureza, radical — ao contrário do que acontece com o diferendo, que supõe a possibilidade de diálogo através da análise e síntese. E a única forma de atenuarmos a ruptura, ou mesmo substituirmos a ruptura pelo diferendo, será sempre através do retorno à História — o que parece ser uma impossibilidade objectiva, tendo em conta as naturezas dos dois niilismos.

Tendo em consideração a realidade da natureza da ruptura, já não podemos falar em “modo de viver ocidental”. O “modo de viver ocidental” é já uma ucronia. Só se poderia falar em “modo de viver ocidental” se existisse a possibilidade de diálogo — o tal “diferendo”. O “diálogo de surdos” traduz essa ruptura radical entre os dois niilismos entre si, e entre estes em relação à História.

O niilismo, por sua própria natureza, é irracional — embora se esconda, muitas vezes, sob a capa do racionalismo. E reside na irracionalidade do niilismo a impossibilidade da sua reversão, porque este se comporta — em termos culturais — analogamente a uma doença terminal. A irracionalidade do niilismo não permite a reversibilidade da “doença cultural”. O corolário do império dos niilismos e da ruptura será, provavelmente, a constituição de determinadas comunidades reconciliadas com a História que habitarão nas novas catacumbas da sociedade e da cultura.

Os niilismos das elites — em aliança, ou em acções isoladas — tenderão a reduzir, numa primeira fase, os “relapsos culturais” a comunidades fechadas e guetizadas (os novos “guetos culturais” do Ocidente); e depois, numa segunda fase, as elites combaterão essas comunidades que eles próprios restringiram ao limbo da sociedade. E serão essas comunidades, porventura até organizadas em segredo e mesmo na clandestinidade, que possivelmente poderão regenerar a sociedade futura reconciliada com a História.

Fonte: perspectivas