Teorias Conspiracionistas

Clara Mítia

Bem, não gosto de teorias “conspiracionistas”, mas gosto de coisas que me fazem pensar. Assista esse vídeo, pesquise e tire suas conclusões! (Vídeo abaixo)

Os potenciais malefícios relacionados ao aspartame, glutamato monossódico, pesticidas e transgênicos já são conhecidos pela comunidade científica. Infelizmente o que mais se vê são refrigerantes, bebidas e alimentos contendo aspartame e glutamato monossódico. Não é novidade, mas não se divulga isso pra população. Como que as pessoas farão boas escolhas sem acesso à informação, estando apenas sob o julgo da propaganda mercantilista? Ciência que não vira informação acessível não vale de muita coisa!

Não sou da área de toxicologia, mas em 2011 participei de uma palestra na Semana Farmacêutica da USP, com a Dr.ª Gisela de Aragão Umbuzeiro, professora e pesquisadora da UNICAMP na área de Toxicologia Ambiental. Fiquei bastante intrigada com muitos estudos apontando que estamos mexendo com a fertilidade das populações aquáticas. Em alguns casos já é possível observar alta concentração de hormônio (ou substâncias semelhantes) na água, como é o caso referente às indústrias produtoras de leite de soja, as quais liberam efluentes ricos em compostos estrogênicos. Hoje se defende tanto o uso dos anticoncepcionais femininos, mas estudos comprovam que esses hormônios liberados na urina estão contaminando nosso meio ambiente, iniciando um processo de alterações sexuais em organismos aquáticos. Nosso tratamento de água convencional não consegue extrair da água todos os compostos, especialmente os parecidos com os produzidos pelo nosso organismo. Água contaminada com hormônios ou substâncias semelhantes está causando esterilidade em espécies de caracóis. O próprio FDA (Food and Drug Administration) está reavaliando a utilização do triclosan, um composto extremamente utilizado em cosméticos, desodorantes, sabonetes, cremes dentais e desinfetantes. Em meio aquático, esse composto transforma-se em dioxina, um composto tóxico para a vida aquática, sem falar em potenciais riscos à saúde. E se pensarmos a longo prazo, quais malefícios serão observados em nós, humanos? Não gosto de alarmar, mas é algo a se pensar muito seriamente.

O FDA é o órgão que controla medicamentos e alimentos no mundo. Infelizmente a Indústria Farmacêutica é uma grande máfia. A de Alimentos também não está muito longe disso, pois é só observar a onda FAST FOOD que está sendo responsável por criar uma geração de obesos. Retornando à Indústria Farmacêutica, estudos conduzidos na Índia e no Nepal verificaram declínio na população de urubus que comiam carcaça de vacas que haviam sido tratadas (adivinhem com o que?) com DICLOFENACO. Também é assustador o uso e a prescrição indiscriminada de ansiolíticos e antidepressivos. Nos EUA o uso indiscriminado de antidepressivos está causando grandes problemas, especialmente em crianças. Sem generalizações, mas crianças normais estão sendo diagnosticadas com hiperatividade e TDHA (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Não compreendo, mas acho podemos ter cuidado com generalizações. Crianças tomando medicamentos controlados, enquanto gostariam apenas de ter uma vida normal, sem uma rotina enfadonha de cursos de inglês, aulas de reforço, e etc. Antigamente criança chegava da escola, corria, brincava e ia fazer o dever de casa. Chega de querer fazer da criança um mini adulto! Gente, criança quer brincar e crianças ativas, que se movimentam, que perguntam, sendo diagnosticadas com TDHA? Muito cuidado! Criança quer ter pai e mãe no final do dia pra fazer a tarefa da escola, comer e brincar só isso. Está na hora de pararmos de aceitar passivamente tudo o que a Indústria nos impõe!

Falando da Monsanto, o Brasil é o maior consumidor de praguicidas do mundo. Pergunte aos executivos da Monsanto se eles comem o que produzem? Claro que não! Eles não usam as drogas que fabricam. Há os que vão defender a produção de alimentos em grande escala a fim de reduzir o custo e evitar problemas no abastecimento de alimentos para a população mundial. O problema não é bem esse. O Brasil é o 4º maior produtor de alimentos do mundo e o 6º em desnutrição. 61% da produção de alimentos, do campo à mesa do consumidor, é desperdiçada no Brasil. O problema é educação, escoamento eficiente dos produtos e não PRODUÇÃO DEFICIENTE! Há muito mais gargalos do que possamos imaginar…

Quanto à Engenharia Genética, esta pode ser grande aliada ou inimiga perigosa… Criar um organismo geneticamente modificado infla o ego de muita gente e a maioria dessa turma esquece a ÉTICA quando o assunto é ganhar dinheiro. Não estamos mais sob as forças da evolução darwinista, a seleção natural das espécies. Estamos forçando mudanças genéticas, fazendo da Terra um imenso laboratório onde não sabemos no que vai dar… Não duvido que haja interesse político e financeiro por trás de muita coisa…

Ainda bem que tem gente com coragem de questionar o que insistem em nos enfiar goela abaixo. Falando de gente assim, o climatologista Dr. Ricardo Augusto, professor e pesquisador da USP, defende que o aquecimento global é uma grande farsa criada pela indústria mundial e que os problemas são outros, denunciando haver muito interesse político e financeiro por trás de tudo que nos é imposto. Infelizmente ele teve redução de financiamento em suas pesquisas por conta das denuncias que fez… Tentativas de calar sua boca, talvez…

Enfim, como profissional da Tecnologia de Alimentos, preciso me posicionar!

Defendo o enfrentamento à fome e à pobreza, defendo a agricultura familiar pois precisamos do homem no campo produzindo alimento e gerando renda. Defendo a agricultura orgânica em respeito à diversidade ambiental e como uma oportunidade de oferecer alimentos sem agrotóxicos. Defendo as pesquisas genéticas, mas que estas estejam regadas pela ética. E mais que tudo, defendo a CAPACIDADE CRÍTICA do ser humano, autor da própria história, capaz de questionar tudo o que lhe é imposto.

Informe-se e tire suas próprias conclusões. Essas são as minhas.

 

*Clara Mítia  é Tecnóloga em Alimentos.

Salvando o triunvirato global

Olavo de Carvalho

O mais óbvio dos erros é medir os gigantes apenas pelo seu coeficiente de visibilidade. Nessa escala, o establishmentanglo-americano – para usar o termo de Carroll Quigley – fica tão mais volumoso, que os outros dois parecem pigmeus inofensivos empenhados bravamente num combate desproporcional. O professor Alexandre Duguin aproveita-se dessa ilusão de ótica para dar às platéias do Terceiro Mundo a impressão de que os blocos russo-chinês e islâmico são seus companheiros de infortúnio, gemendo juntos sob o tacão do “poder unipolar”.

Ele sabe que essa visão das coisas é falsa, que os três grandes esquemas globalistas são igualmente poderosos, ricos, temíveis, ambiciosos e amorais, além de cúmplices uns dos outros. Quando os favelados mentais da USP o aplaudem, ele ri entre dentes. Imaginem com que satisfação sádica ele não vê a juventude enragée apoiar, por puro ódio aos EUA, o regime que proíbe a propaganda gay e se apresenta ao público conservador como a nova e puríssima encarnação dos valores cristãos tradicionais, explorando, com destreza admirável, duas credulidades opostas.

Mas não é só o senso das proporções que aí sai distorcido por completo. É a trama real das relações entre os três blocos, que o duguinismo reduz à simploriedade postiça de um conflito esquemático entre dois.

Ninguém ignora que a escolha de Barack Hussein Obama como candidato do Partido Democrata em lugar de Hillary Clinton, em 2008, foi uma imposição, um diktat do Grupo Bilderberg. Também é preciso ter feito juramento de cegueira para não enxergar que, durante seu primeiro mandato, o ungido do globalismo fez tudo para desbancar o dólar e debilitar a posição dos EUA no cenário internacional, estancou a produção nacional de petróleo, gás e carvão, atrofiou o sistema americano de defesa, pôs seu país de joelhos ante a China  e a Rússia e, tanto no Oriente Médio quanto em suas políticas de segurança interna, deu mão forte  aos arautos do Califado universal. Igual favorecimento à expansão islâmica tem orientado a política da União Europeia e de vários governos do Velho Mundo abençoados pela internacional fabiana.

Bastam esses fatos para mostrar, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que:

(1) A política da elite fabiana não coincide em absolutamente nada com os interesses geopolíticos da nação americana. A demolição do “Império Americano” está no seu programa tanto quanto nos do bloco russo-chinês e do Califado.

(2) O único “poder unipolar” que existe não tem um centro geopolítico, mas reside na área de interseção entre os três grandes esquemas globalistas.

(3) O futuro do mundo, a curto e médio prazo, depende de saber se a frágil unidade que ainda vigora nessa área de interseção vai predominar sobre os interesses de  cada esquema globalista em particular ou se o tripé vai ceder, jogando os três esquemas um contra  o outro, ou dois contra um.

Na primeira dessas hipóteses, teremos uma ditadura mundial. Na segunda, a guerra mundial. Dos três blocos, o único que está preparado para a segunda hipótese, militar e ideologicamente, é o russo-chinês. O islâmico – com a exceção do Irã, que é um boi-de-piranha de Moscou – tem mais a ganhar com a expansão pacífica e a chantagem terrorista, ao passo que o bloco Ocidental procura desarmar-se a olhos vistos, tudo apostando na unidade da ditadura mundial em que os Estados nacionais perdem autonomia na esfera internacional ao mesmo tempo que enrijecem seus controles sociais internos.

A vitória de Barack Hussein Obama é mais um passo nessa direção, um indicador claríssimo de que os EUA vão prosseguir na sua política de autodesmantelamento militar e econômico aliado à expansão ilimitada dos mecanismos de controle policial da sociedade, segundo os mesmos cânones “politicamente corretos” que os organismos internacionais vêm impondo a todos os países do hemisfério Ocidental.

Até onde será possível prosseguir nessa via é algo que depende de como a elite ocidental vai manejar a sua contradição constitutiva: ela tem de  debilitar o poderio americano para subjugá-lo ao comando internacional, mas de outro lado continua precisando dele, por enquanto, como sua base militar. Nada poderia evidenciar mais claramente a sua natureza de parasita.

A pergunta decisiva, para os próximos anos, é: a Rússia e a China vão se contentar em prosseguir desfrutando do seu quinhão na partilha do mundo entre os três grandes blocos, ou vão tentar um golpe de mão para livrar-se dos parceiros e apossar-se de tudo de uma vez?

Obama já foi pego de calças na mão em pleno ato de prometer aos russos que, no seu segundo mandato, fará toda sorte de concessões para aplacá-los e salvar a unidade do triunvirato global. Foi sob o mesmo pretexto que ele afagou as pretensões da Fraternidade Islâmica, obtendo como únicos resultados o acréscimo da violência terrorista e o fiasco de Benghazi.

Vladimir Putin sabe que, em última instância, a unidade é inviável. Ele  tira proveito dela, por enquanto, mas, entre o triunvirato global e o Império Eurasiano, sua escolha já está feita.

Fonte: Olavo de Carvalho

A família em busca da extinção

 

Olavo de Carvalho

A “família tradicional” que os cristãos e conservadores defendem ardorosamente contra o assédio feminista, gayzista, pansexualista etc., bem como contra a usurpação do pátrio poder pelo Estado, é essencialmente a família nuclear constituída de pai, mãe e filhos (poucos). O cinema consagrou essa imagem como símbolo vivente dos valores fundamentais da cultura americana, e a transmitiu a todos os países da órbita cultural dos EUA.

Mas esse modelo de família nada tem de tradicional. É um subproduto da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. A primeira desmantelou as culturas regionais e as unidades de trabalho familiar em que habilidades agrícolas ou artesanais se transmitiam de pai a filho ao longo das gerações; as famílias tradicionais desmembraram-se em pequenas unidades desarraigadas, que vieram para as cidades em busca de emprego. A Revolução Francesa completou o serviço, abolindo os laços tradicionais de lealdade territorial, familiar, pessoal e grupal e instaurando em lugar deles um novo sistema de liames legais e burocráticos em que a obrigação de cada indivíduo vai para o Estado em primeiro lugar e só secundariamente – por permissão do Estado – a seus familiares e amigos. A sociedade “natural”, formada ao longo dos séculos sem nenhum planejamento, por experiência e erro, foi enfim substituída pela sociedade planejada, racional-burocrática, em que os átomos humanos, amputados de qualquer ligação profunda de ordem pessoal e orgânica, só têm uns com os outros relações mecânicas fundadas nos regulamentos do Estado ou afinidades de superfície nascidas de encontros casuais nos ambientes de trabalho e lazer. Tal é a base e origem da moderna família nuclear.

Max Weber descreve esse processo como um capítulo essencial do “desencantamento do mundo”, em que a perda de um sentido maior da existência é mal compensada por sucedâneos ideológicos, pela indústria das diversões públicas e por uma “religião” cada vez mais despojada da sua função essencial de moldar a cultura como um todo. Nessas condições, assinala Weber, é natural que a busca de uma ligação com o sentido profundo da existência reflua para a intimidade de ambientes cada vez mais restritos, entre os quais, evidentemente, a família nuclear. Mas, na medida mesma em que esta é uma entidade jurídica altamente regulamentada e cada vez mais exposta às intrusões da autoridade estatal, ela deixa de ser aos poucos o abrigo ideal da intimidade e é substituída, nessa função, pelas relações extramatrimoniais.

Separada da proteção patriarcal, solta no espaço, dependente inteiramente da burocracia estatal que a esmaga, a família nuclear moderna é por sua estrutura mesma uma entidade muito frágil, incapaz de resistir ao impacto das mudanças sociais aceleradas e a cada “crise de gerações” que as acompanha necessariamente. Longe de ser a morada dos valores tradicionais, ela é uma etapa de um processo histórico-social abrangente que vai em direção à total erradicação da autoridade familiar e à sua substituição pelo poder impessoal da burocracia.

Não por coincidência, o esfarelamento da sociedade em unidades familiares pequenas permanentemente ameaçadas de autodestruição veio acompanhada do fortalecimento inaudito de umas poucas famílias patriarcais, justamente aquelas que estavam e estão na liderança do mesmo processo. Refiro-me às dinastias nobiliárquicas e financeiras que hoje constituem o núcleo da elite globalista. Quanto mais uma “ciência social” subsidiada por essas grandes fortunas persuade a população de que a dissolução do patriarcalismo foi um grande progresso da liberdade e dos direitos humanos, mais fortemente a elite mandante se apega à continuidade patriarcalista que garante a perpetuação e ampliação do seu poder ao longo das gerações. Com toda a evidência, a família patriarcal é uma fonte de poder: a história social dos dois últimos séculos é a da transformação do poder patriarcal num privilégio dos muito ricos, negado simultaneamente a milhões de bocós cujos filhos aprendem, na universidade, a festejar o fim do patriarcado como o advento de uma era de liberdade quase paradisíaca. O desenvolvimento inevitável desse processo é a destruição – ou autodestruição — das próprias famílias nucleares, ou do que delas reste após cada nova “crise de gerações”.

A “defesa da família” torna-se, nesse contexto, a defesa de uma entidade abstrata cujo correspondente no mundo concreto só veio à existência com a finalidade de extinguir-se. A ameaça feminista, gayzista ou pansexualista existe, mas só se torna temível graças à fragilidade intrínseca da entidade contra a qual se volta.

Ou as famílias se agrupam em unidades maiores fundadas em laços pessoais profundos e duradouros, ou sua erradicação é apenas questão de tempo. As comunidades religiosas funcionam às vezes como abrigos temporários onde as famílias encontram proteção e solidariedade. Mas essas comunidades baseiam-se numa uniformidade moral estrita, que exclui os divergentes, motivo pelo qual se tornam vítimas fáceis da drenagem de fiéis pela “crise de gerações”. A família patriarcal não é uma unidade ético-dogmática: é uma unidade biológica e funcional forjada em torno de interesses objetivos permanentes, onde os maus e desajustados sempre acabam sendo aproveitados em alguma função útil ao conjunto.

Em últimas contas, se o patriarcalismo fosse coisa ruim os ricos não o guardariam ciumentamente para si mesmos, mas o distribuiriam aos pobres, preferindo, por seu lado, esfarelar-se em pequenas famílias nucleares. Se fazem precisamente o oposto, é porque sabem o que estão fazendo.

Fonte:  www.olavodecarvalho.org