Debate Clarence Darrow X G.K. Chesterton. O agnóstico e o católico

Há 80 anos Chesterton “picava” Clarence Darrow em mil pedacinhos num debate atualíssimo.

O debate que vocês assistirão abaixo é a reconstrução de um que realmente aconteceu em Nova York, em 1931. A reconstrução foi feita por Dale Ahlquist a partir de relatos do mesmo (não há dele transcrição conhecida) e de textos de Chesterton que tratam dos mesmos assuntos que animaram o debate. Ele é atual porque o agnosticismo é o mesmo — e tem muitos representantes na intelectualidade atual — a doutrina católica é a mesma e, sobretudo, porque “o elo perdido de Darwin continua perdido”, como nos lembra o grande escritor inglês.

Clarence Seward Darrow (1857 — 1938) foi um advogado americano, eminente membro a ACLU (American Civil Liberty Union) — organização esquerdista, pró-gaysista, anti-religiosa e principalmente anti-católica — conhecido por sua espirituosidade e agnosticismo. Darrow era, então, muito famoso por ter sido o advogado de defesa de John Thomas Scopes, um professor secundário de biologia do estado de Tennessee, estado que o processou, em 1925, por ensinar a Teoria da Evolução, violando a Lei Butler, válida para aquele estado. O caso foi um evento rumoroso, pois proporcionou uma discussão pública sobre os limites da ciência na controvérsia criação-evolução. O julgamento ocorreu numa pequena cidade, Dayton, que teve seus 15 minutos de glória. Scopes foi considerado culpado, mas o veredito foi derrubado baseado em questões técnicas. Darrow estava então na crista da onda!

Chesterton, em seus vários textos jornalísticos e em seus ensaios, fala muito sobre os eventos de Dayton. Vejam, por exemplo, Por que sou católico (http://angueth.blogspot.com/2007/04/por-que-sou-catlico.html), QUEM SÃO OS CONSPIRADORES? (http://angueth.blogspot.com/2011/04/quem-sao-os-conspiradores.html), O objetivo religioso da educação (http://angueth.blogspot.com/2009/08/o-objetivo-religioso-da-educacao.html).

Hoje, podemos imaginar um debate destes entre Chesterton e um Richard Dawkins ou um Daniel Dennet (estes são de nível intelectual muito inferior que o de Darrow). O picadinho seria o mesmo.

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

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O homem que foi quinta-feira; um vídeo imperdível

No vídeo abaixo, vocês encontrarão um trecho de um dos mais interessantes livros de Chesterton. É de se perguntar qual de seus livros não é interessante? O policial filósofo fala por Chesterton desde um ponto de vista tomista, analisando o poder destrutivo da filosofia moderna, que é muito mais deletéria que o crime com que os policiais normais se defrontam diariamente, e muitas vezes a origem destes. Note que Chesterton dá à filosofia uma organização de sociedade secreta, com um círculo externo e um círculo interno. Esta alusão é prenhe de significados e uma verdade quase sempre ocultada, escamoteada, ou simplesmente desconhecida de muitos. Chesterton claramente estava consciente do poder das organizações secretas nas origens das idéias filosóficas modernas.

A tradução das falas foi feita pelo leitor do blog e meu amigo Wendy; sim, o protestador (protestante?) Wendy, que é um rapaz cujo futuro é clara e inexoravelmente o catolicismo. O blog agradece penhoradamente!

Fonte: http://angueth.blogspot.com/