Fernando Londoño: a Fênix colombiana!

Graça Salgueiro 

Como uma fênix, que ressurge das cinzas, o Dr Fernando Londoño Hoyos, vítima de um violento atentado terrorista que pretendia mais que tirar-lhe a vida, silenciá-lo por sua incansável defesa da verdade e luta contra o terrorismo, e onde dois de seus auxiliares perderam a vida defendendo-o há apenas dois dias, ainda se recuperando fisicamente fala aos seus ouvintes diretamente do seu leito de enfermo neste comovente Editorial.

Este Editorial que o Notalatina apresenta com exclusividade para o Brasil dispensa qualquer comentário de minha parte. Ouvi emocionada essa voz tão forte e segura como todos os dias pela manhã, com a mesma certeza, com a mesma firmeza de nunca claudicar em defesa da verdade, da justiça e da liberdade.

A Colômbia é afortunada por ter um filho dessa estirpe que, mesmo com o coração sangrando pela perda dos seus funcionários e amigos, e com o corpo físico ainda se recuperando, há tão-só dois dias volta a pôr no ar suas palavras que nos encantam reafirmando seu compromisso com a verdade e provando que mesmo um atentado desta magnitude não vai intimidá-lo, tampouco vai calar sua voz.

Escutem com atenção o que este gigante colombiano diz porque de minha parte nada mais há a ser dito, a não ser que Deus seja mil vezes louvado por Sua generosidade em salvar dos escombros este grande homem e ser humano que ainda tem MUITO a fazer, não só pela Colômbia como por toda nossa sofrida América Latina. Fiquem com Deus e até a próxima!

Documentos e cartas do Grupo Guararapes – Carta 14

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DA DEFESA

Ministro Nelson Jobim

“Não há caminho. O caminho é feito se caminhando”. Cervantes.

Foi assim que o Brasil, caminhando nas Caravelas, nas Entradas e Bandeiras, nos sonhos de D. João III, Bartholomeu de Gusmão, Luiz Albuquerque Pereira e Cáceres, que chegou à Independência, levados estes vultos por D. João VI e Pedro I, Gonçalves Ledo, José Bonifácio, Marquês de Cabo Frio e milhares de outros Brasileiros. Nesta caminhada, construindo caminhos, os portugueses e brasileiros – descendentes de negro, branco e índio – formaram a grande nacionalidade brasileira,   iniciada nos CAMPOS DOS GUARARAPES, onde, não se pregava o ódio. Vossa Excelência faça uma pausa e veja a diferença com a América Espanhola. Lá, tudo realizado a ferro e fogo, enquanto, no Brasil tínhamos a Cruz de Cristo, levando o amor.

Veio o 1º. Império e novas andanças e novos caminhos. Vem a figura magistral de Caxias, o pacificador, buscando sempre a concórdia e não a busca do pensamento único, o qual ao lado do sábio PEDRO II, consolidou a Pátria querida. Homens, como Arantes, Paraná, Paranaguá, Garibalde, Feijó, os heróis do Paraguai, os abolicionistas, os republicanos e tantos outros foram andando e criando o caminho largo para o futuro, baseado no sólido passado, de que muitos não gostam de lembrar, por vaidades feridas. Lutas tivemos mas não deixamos o rastro do ÓDIO. Eram brasileiros que podiam divergir, mas, terminada a contenta, andavam juntos, criando veredas e caminhos novos do futuro. Conhece V. Ex. o gesto de Caxias para com Theóphilo Otoni? Encontrou-o, sendo levado a pé. Imediatamente manda lhe dar uma montaria e o trata com cortesia e afago. Assim, éramos e sempre devíamos ser.

Veio, Senhor Ministro, a tão chamada República Velha. Lutas tivemos no Sul. A Armada toda revoltada e tudo foi caminhando, com erros e acertos, mas o Brasil tendo como único filho o brasileiro.

Cai Washington Luís, vem Getúlio com a República e o mundo já começava a sofrer a influência do ÓDIO e da luta de classes. Vossa Excelência deve bem conhecer, que foi a partir das chegadas das idéias comunistas ao Brasil, que se passou a matar até companheiros dormindo e a roubar para o Partido. A teoria de que “os fins justificam os meios” foi aplicada no Brasil com o traidor e ladrão Prestes. Não vamos perder tempo, pois a carta deve ser curta para chegarmos ao nosso objetivo.  Leia ou peça que leiam e lhe façam um resumo dos seguintes livros: OURO DE MOSCOU – de Isidoro Gilbert -; Revolução Impossível – de Luís Mir; – Johnny de R. S. Rose; Camaradas de Willian Waack; Combate nas Trevas de Jacob Gorender, MAO de Jung Ghang, Stalin e a Corte do Tzar Vermelho de Montefiore e outros e outros; mas, não deixe de conhecer CHE GUEVARA de Humberto Fontova e do Zero ao Infinito de Arthur Koetler, onde V. Ex. vai entender com mais precisão, como agem os comunistas. Matam milhões a traição, a ferro e a fogo dizendo que é para o benefício da humanidade e, quando mortos, alegam que são assassinados pela força do capitalismo e do ÓDIO. Eles criam o ÓDIO, destilam a mentira e depois acusam os que defendem a liberdade.

Vamos passar por cima de 1935 – célebre pelos estupros, assassinatos de companheiros dormindo, influência estrangeira no levante e por aí vai. Estávamos em pleno período legal e vieram de Moscou para matar brasileiros. Pobre da Elza Fernandes. Merece o nome numa sala do Ministério da Defesa em homenagem a mulher brasileira. E Olga, a espiã,     a traidora do marido e amante de Prestes; julgue-as depois de ler os livros.

Cai Getúlio. Democracia. Ódio, só deles. Prestes pegaria em armas contra o seu País para defender a URSS. Crime de traição. Vêm Dutra, Getúlio e seus amigos falsos roubando desbragadamente. Leia Autobiografia de Samuel Weine ou CHATÔ. Café Filho, Juscelino , o louco do Jânio e a subida do fraco Goulart. Povo na rua. Anarquia e não se caminhando e o ódio sendo cultivado pela “santa esquerda”. Cai Goulart e vêm os governos miltares.

Nova caminhada e outros caminhos. Homens probos no governo. Vem a luta interna na esquerda. Vence a facção que quer a luta armada para chegar ao Poder. Morte na rua. Assaltos, assassinatos, denúncias, guerrilhas e vitória da democracia. Gritam que são torturados, mas não confessam que mataram, roubaram e torturaram. Mentem e criam a República da mentira. V. Ex. deve  saber que os novos caminhos foram abertos com as hidroelétricas, novas estradas, desenvolvimento da Petrobrás, Tucuruí, Itaipu e energia nuclear e por aí vai; e sem roubo. Os presidentes militares voltaram para suas casas honrados e pobres.

Assume a esquerda. Ela é igual em qualquer lugar. Vem para roubar e mentir. CUBA – IRÃ – VENEZUELA – EQUADOR – BOLÍVIA – não caminham; criam o ódio e a vingança. A oposição não é necessidade do regime democrático. É uma instituição inimiga. E vem contudo. Direitos humanos são pregados, mas assassinos são protegidos. BATISTTI é um exemplo. Batem palmas para as FARCs e quando são pego com a mão na botija gritam que estão defendendo os desprotegidos. Ladrões de todos os tipos são defendidos pelo governo. V. Exa. deve saber mais do que qualquer pessoa, pois o seu serviço de informação deve funcionar e se não funciona é uma lástima. Pergunte ao novo Ministro da Justiça pelo roubo das prefeituras do PT em SP.

Agora vem a nova conversa, no “apagar-das-luzes” do mais corrupto governo já existente no País. Vão distribuir mais de 7 milhões de CD, nas escolas, contando uma história falsa. Fica por isso mesmo? Vossa Excelência não afirmou que é preciso se olhar para o futuro?! Mentir é futuro? Comparar o nome do General Medici, – parece que V. Ex. não gosta – com assassinos, constantes deste CD, é caminhar ou parar no tempo?

Ao terminar esta carta, será distribuída aos oficiais generais de 4 estrelas, na esperança de que V. Ex. defenda a democracia. Vossa Excelência é Chefe.  Chefe Significa coragem de defender seus subordinados quando estão sendo injustiçado.

Terminamos transcrevendo o pensamento do Ministro Waler Pires:

“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de arma na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.

O GRUPO GUARARAPES acredita na VERDADE E NO SENTIDO DOS DOIS PENSAMENTOS ABAIXO:

“Estado sem valores é igual a uma quadrilha”. Santo Agostinho

“Não há maior crime contra o interesse público do que tratar com indulgência quem dilapida o erário”. Richelieu.

Senhor Ministro: No Brasil, desapareceram os valores morais, os ladrões são defendidos e os dignos levados a sarjeta.

Fortaleza,  6  de janeiro de 2011.

(Optei por omitir as assinaturas dos militares)

Temos certeza de que todos os outros amigos pertencentes ao GRUPO GUARARAPES e nossos admiradores colocam a assinatura em baixo. Estamos defendendo a VERDADE HISTÓRICA.

Veja a lista das vítimas fatais dos comunistas durante do regime militar: http://frenteocidental.com/2011/05/01/do-outro-lado-foram-119-execucoes/

 

Carta retirada do livro Cartas e Documentos do GRUPO GUARARAPES. FORTALEZA-CE. 2011.

   

Cantos de sereia após a morte de “Cano”

Eduardo Mackenzie

O ocorrido neste 4 de novembro nas selvas do Cauca, entre Suárez e Mondomo, mostra uma vez mais o caráter errado da hipótese acerca do “conflito armado” colombiano. Onde estão os blocos sociais, políticos e militares que reivindicam a legitimidade do campo de Alfonso Cano? Salvo o minúsculo grupo de extremistas de sempre, que saiu a dizer que a morte de Alfonso Cano é algo “insensato” e “incrível”, ninguém mais lamenta a morte em combate desse implacável verdugo comunista.

Pelo contrário, desta vez são muito mais numerosas as vozes dos que pedem que, após a morte de Alfonso Cano o país avance para uma desmobilização real das FARC, do que as que exigem ir à uma “negociação”, leia-se capitulação ante elas. Em outras ocasiões, quando a Força Pública deu morte a altos chefes das FARC, os clamores em favor de uma “saída negociada” com os terroristas chegaram a eclipsar os dos que viam a derrota militar do narcoterrorismo como a única opção razoável. A tendência errada, 24 horas depois da morte do número um das FARC, parece haver perdido terreno.

Digo isto depois de analisar umas vinte declarações de personalidades políticas, intelectuais e religiosas do país. Pela primeira vez, o conceito de “desmobilização das FARC”, ocupa um espaço maior, enquanto que a noção de “saída negociada com as FARC” é deixada para trás. Essa tendência mudará de sentido nos próximos dias? Isso me parece impossível.

Em todo caso, a morte de Alfonso Cano é vista não somente com enorme alívio pelos colombianos e suas autoridades, senão como o começo de um desenlace lógico de uma situação de guerra criada por outros e que sempre careceu de sentido.

A morte do chefe das FARC gera – e isso é apreciável nos meios de informação consultáveis – um forte e vasto sentimento de agradecimento popular que atravessa todas as classes, grupo e camadas sociais, para com as Forças Militares, seus soldados e seus oficiais, para com o Governo de Juan Manuel Santos e, sobretudo, para com o ex-presidente Álvaro Uribe que continua sendo visto, com justa razão, como o forjador de uma linha política de inflexibilidade e combate sem trégua contra o terrorismo, que mostrou ontem de novo sua eficácia.

Entretanto, uns poucos pretendem romper a unanimidade anti-FARC. Carlos Lozano, diretor do semanário comunista Voz, trata de vender a idéia de que a morte de Alfonso Cano não tem nenhuma importância. “Eles (as FARC) têm sua capacidade de adaptar-se a qualquer circunstância trágica”, assegura. Para ele, a morte de Cano “não soluciona o problema da violência na Colômbia” (Radio Caracol, 4 de novembro de 2011). Ao contrário, essa morte, segundo esse chefe do Partido Comunista Colombiano (PCC), “prolongará o conflito de maneira definitiva”. O que deve-se concluir de semelhante cadeia de sofismas? Que as Forças Militares cometeram um crime ao dar baixa ao perigoso chefe terrorista, que melhor era haver-lhe deixado livre.

Cego e impiedoso, Carlos Lozano pretende interromper a onda de deserções que poderia desatar agora e aspira a que os homens e mulheres das FARC continuem matando e se deixando matar por uma causa que não tem futuro. Por isso, desde sua cômoda posição em Bogotá, e embora diga estar trabalhando “pela paz”, Lozano decreta a continuação da guerra. Lozano vai mais longe: pede ao Governo de Juan Manuel Santos que se lance a procurar uma “solução política negociada” com as FARC, como se a sociedade colombiana estivesse à beira do colapso e como se o Exército estivesse a ponto de perder a guerra.

Como esse não é o caso, a proposta do PCC da “solução política negociada” é absurda e seria tremendamente injusta, pois essa “solução” implica chegar a extremos muito ingratos: a deixar sem castigo a chefatura terrorista, a abrir as portas da sociedade, do Governo e do Parlamento aos que destruíram a vida, a paz e a prosperidade durante meio século, deixar na impunidade seus crimes horríveis e, finalmente, planejar com eles uma nova Constituição. O leitor imagina a “Constituição” que poderia sair desse abjeto conchavo? Mas tem algo mais. Essa “saída negociada” inclui dois outros pactos secretos: re-escrever a história desde o ponto de vista fariano e levar à emboscada judicial e ao cárcere os heróis que libertaram o país de gentes como Tirofijo, Martín Caballero, Jojoy e Alfonso Cano, entre outros. Pois o que os do M-19 conseguiram fazer até hoje contra os heróis militares que recuperaram o Palácio da Justiça e frustraram o golpe de Estado narco-terrorista, teria que ter, segundo esse bando, uma continuidade.

Carlos Lozano está só em seu clamor, mas encontrou em Gustavo Petro um aliado de última hora nisso da “saída negociada”, pois não é outra coisa a que está propondo o prefeito eleito de Bogotá. Gustavo Petro disse, com efeito, que “as vias do diálogo são as únicas possíveis na Colômbia” (El Espectador, 4 de dezembro de 2011). Em vez de exigir às FARC, como quase todo o mundo, a desmobilização, ele propõe àquelas e ao Governo insistir no “diálogo”. Sua frase acerca de que “o caminho da guerra só deixou quilômetros de tumbas” é hipócrita: com ela procura culpabilizar o Governo e, secundariamente, as FARC. Petro estima, além disso, que esse “diálogo” poderia culminar em uma nova Constituição: “A paz nos deu a Constituição de 91 e a opção da democracia”. A complementaridade entre a tese de Carlos Lozano e a de Gustavo Petro não pode ser mais evidente.

O governo, os partidos e a sociedade não deveriam permitir que o triunfo contra Alfonso Cano se converta em alavanca para fortalecer o discurso da capitulação ante o terrorismo. Alguns tratam de fazer isso. A agência ANNCOL, porta-voz das FARC, acaba de lançar uma nova impostura: que Alfonso Cano “morreu reivindicando a solução política”. Um refrão idêntico essa gente lançou quando Raúl Reyes foi abatido no Equador. Ele estava, disseram, “a ponto” de negociar a paz e de libertar Ingrid Betancur. O de agora é a mesma receita. Fazem isso pois pretendem que Cano, como os outros chefes das FARC, seja lembrado como um homem “de paz”, não como o imenso criminoso que foi.

Cano nunca fez gestos de paz. Onde estão os seqüestrados que libertou? Quando ordenou que não atacassem nem seqüestrassem indígenas nem outros civis? Ninguém lembra de um só ato de boa vontade. Ninguém poderá esquecer sua ameaça de dividir a Colômbia em duas, após o fracasso dos diálogos do Caguán, nem seu tenebroso “Plano Renascer”, nem suas ordens para infiltrar a justiça, nem seu costume de plantar minas em caminhos e veredas e até em escolas públicas, nem o traiçoeiro assassinato do major Félix Jaimes Villamil, comandante da Polícia rodoviária de Antioquia. Ninguém esquecerá dos ataques ao poliduto de Petronorte em Teorama, Norte de Santander, nem os dez militares assassinados recentemente em Fortul, Arauca, nem a emboscada em Tumaco onde mataram outros 10 militares em 21 de outubro passado, nem o seqüestro da menina Nhora Valentina Muñoz, de 10 anos, filha do prefeito de Fortul, nem o sinistro plano pistola contra as eleições regionais. Tudo isso é o que ANNCOL chama, na linguagem tarimbada do comunismo, de “reclamar uma saída política ao conflito”.

Tradução: Graça Salgueiro

Fonte: Mídia Sem Máscara

Olavo de Carvalho fala da velha amizade dos corruPTos de Lula e Dilma com as Farc

Em seu programa de rádio online True Outspeak, o jornalista e filósofo brasileiro Olavo de Carvalho fala da velha amizade do PT de Lula e Dilma com a narcoguerrilha colombiana FARC e explica o que é a mentalidade revolucionária, fenomêno de ordem psicológica que ele diz ser o maior flajelo que se abateu sob espécie humana. Confira o vídeo!

Guerrilheiros das Farc treinam militantes do MST

(Maria Clara Prates, enviada especial/Estado de Minas, 30/10/2005)

Pindoty Porã e Salto de Guayrá (Paraguai) – A presença do grupo guerrilheiro colombiano Forças Armadas Revolucionárias (Farc) no Brasil não se restringe hoje apenas à montagem de bases estratégicas para o tráfico de drogas e armas. As ações das Farc incluem o treinamento de criminosos e líderes de movimentos sociais, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que tem ligações com o Partido dos Trabalhadores. Os centros estão montados estrategicamente na fronteira entre Brasil e Paraguai. Relatórios sigilosos de posse de autoridades brasileiras e paraguaias registram a ocorrência de pelo menos três cursos sobre técnicas de guerrilha destinados a brasileiros, realizados este ano – maio, julho e agosto – na região de Pindoty Porã, departamento de Canindeyú, no Paraguai, cidade na fronteira com o Mato Grosso do Sul e o Paraná. Pelo menos um desses cursos, sobre técnicas de primeiro socorros e contra-informação, que aconteceu entre 22 e 24 de julho último, teve como público alvo integrantes do MST dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Sob a batuta dos mesmos instrutores colombianos, o último treinamento, que aconteceu em 29 de agosto, foi destinado a integrantes de quadrilhas, responsáveis pela segurança de pontos de distribuição de drogas em São Paulo e Rio de Janeiro, no qual foram repassadas aos alunos brasileiros, ações para guerrilha urbana. A escolha da região de Pindoty Porã, não foi aleatória. O local vem sendo usado, há pelo menos dois anos, como ponto estratégico para o tráfico de maconha, cocaína e armas, que prospera com a conivência de autoridades paraguaias e também sobre a fragilidade da legislação do país vizinho.

De acordo com levantamentos dos serviços de inteligência, os treinamentos são realizados em uma fazenda, aparentemente destinada à criação de gado, a qual só se tem acesso por terra, através de precárias estradas vicinais com inúmeras possibilidades de acesso, somente para aqueles que conhecem a região. Uma grande reserva de mata de cerrado protegida pelo Banco Mundial torna ainda mais difícil o acesso e o patrulhamento eficiente da região. No local, está instalado um posto do Exército paraguaio, mas tem aparência do mais absoluto abandono, apesar das negativas dos moradores. Pistas de pouso clandestinas também cortam toda a área. No período de capacitação dos supostos trabalhadores sem-terra, o tempo ruim, com chuvas e baixíssimas temperaturas, comprometeu os exercícios externos e todo o curso aconteceu nas salas de aula.

Os relatórios trocados entre os dois países não só confirmam a existência dos centros de treinamento na região fronteiriça do Brasil com o Paraguai. Vão mais longe: garantem que existe um grande interesse das Farc em instrumentalizar os brasileiros, que nos últimos anos têm sido parceiros da guerrilha nas atividades ilícitas como o tráfico de drogas e de armas. Eles confirmam também que os cursos ministrados pelas Farc são destinados a entidades civis organizadas e citam nominalmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. De acordo com o documento, existem fartas informações sobre os instrutores dos treinamentos, que se escondem sob o manto dos codinomes.

Um dos colombianos é descrito como um homem que tem pleno domínio da língua portuguesa, mas não consegue esconder o seu forte sotaque. É especialista em guerrilha rural e ideologia política, além de ser preferência para manejar explosivos e pistola 9mm e ser um expert em artes marciais. Segundo os relatos, ele é uma pessoa muito conhecida na fronteira e transita com desenvoltura por toda a região. Os serviços de inteligência do Brasil e do Paraguai agora abraçam o desafio de conseguir sua verdadeira identidade e, a partir disso, chegar ao restante do grupo. Na verdade, pode haver mudança de professores conforme a técnica a ser repassada e o público a ser capacitado.

Fonte: http://www.lojasmaconicas.com.br/politica/farcs.htm