Bruno Garschagem entrevista Olavo de Carvalho

Podcast MISES BRASIL

Num passado recente, muitos liberais e libertários chegaram até as obras de Mises, especialmente ao livro Ação Humana, pelas referências elogiosas feitas em seus textos pelo filósofo Olavo de Carvalho. Em seu site, não é de hoje que Mises faz parte de uma selecionada galeria de homens de ideias identificados como seus gurus intelectuais (“Depois que você lê von Mises é que você percebe como os outros economistas são confusos”). Num texto publicado em 1998 na extinta revista República, Olavo afirmou que Mises talvez tenha sido o economista mais filosófico que já existiu. 

No Podcast do Instituto Mises Brasil desta semana, o filósofo explica qual é a dimensão filosófica e qual a grande virtude da obra de Mises, expõe as bases de sua crítica ao intervencionismo, comenta o problema da estrutura expansionista do poder a partir da tese de Bertrand de Jouvenel e, ao analisar a amplitude do estado moderno, apresenta um quadro que pode ajudar a entender uma parte das manifestações que tomaram as ruas do Brasil nas últimas duas semanas, muito embora a entrevista tenha sido gravada antes dos protestos. “Hermann Rauschning, em seu livro Revolução do Niilismo, diz que o estado moderno se tornou uma máquina tão abrangente e complexa que não haverá mais revoluções populares, só haverá revoluções desde cima. Isso é batata. Nos Estados Unidos, o Obama está fazendo uma revolução desde cima e o PT no Brasil está fazendo uma revolução desde cima. Primeiro eles tomam o poder por via legal, controlam todo o estado, e depois incitam a massa militante contra poderes locais. E o poder estatal cresce às custas dos poderes independentes locais. É sempre assim: elimina-se os poderes intermediários e centraliza-se tudo”. 

Olavo também apresenta a sua concepção de liberdade e defende a importância de uma ordem social para garanti-la, e disseca a ideia central do socialismo/comunismo, além de apontar os perigos e riscos ainda existentes pelo trabalho eficiente de seus representantes. “A ideia socialista tem que ser varrida da face da terra, tem que ser eliminada, como tantas outras ideias e teorias malucas que foram eliminadas. Hoje em dia quem é que vai defender seriamente uma ideologia racista? Não dá. Se o cara começa a defender racismo, já se sabe que é maluco. O socialismo tem que virar uma ideia diante da qual as pessoas vão rir no futuro”.

 

Fonte: Instituto Ludwig Von Mises

Europa quebrada, sonho acabado

Gary North

A União Monetária Européia (UME) vai quebrar.  Isto será seguido por um desmembramento da União Européia.

Este fato é negado pelos promotores da New World Order (NWO) da unificação internacional.  Eles têm planejado isso desde o fim da primeira Guerra mundial.  Eles vêm implementando isso ativamente, em segredo, desde os anos 50.  Eles usaram tratados para passar essa unificação política.  Eles usaram a unificação econômica como isca.  O gancho da unificação política sempre esteve na isca.

A ameaça que a NWO enfrenta é que a isca se tornou um veneno.  A UME é baseada em um banco central comum e em uma moeda comum.  Mas sem um sistema de governo comum, não pode haver união fiscal.  Não pode haver um plano centralizado por meios keynesianos.

O nacionalismo implícito pela manipulação fiscal keynesiana levou à crise grega.  A UME paira sobre uma premissa improvável: a sabedoria dos banqueiros comerciais europeus (BCE), que passaram suas carreiras nos altamente regulados mercados domésticos.  Antes, banqueiros de grandes bancos poderiam sempre contar com seus bancos centrais nacionais para socorrê-los.  Mas, nesta nova ordem bancária mundial, o banco central europeu não tem a flexibilidade para salvar todos os grandes bancos nacionais que estão vivendo turbulência.  Alguns membros do conselho do BCE são parte do eixo germano-holandês, o que favorece a redução monetária e os preços estáveis.  O conselho deve acalmá-los a certo ponto. Isto reduz o tempo de resposta do BCE.

A linha de pensamento da UE e do BCE é de que não há nenhum problema ou série de problemas enfrentados pelo governo central.  Eles insistem que os problemas atuais são temporários.

Nos já ouvimos tudo isso anteriormente.

O colapso do comunismo

O maior acontecimento da minha vida foi o suicídio da União Soviética em 31 de dezembro de 1991.  O império comunista caiu sem que um tiro fosse disparado.  Oficiais superiores do partido comunista saquearam os fundos do partido e enviaram o dinheiro para contas em bancos suíços.  Em seguida, eles privatizaram os principais ativos econômicos do estado para que eles e seus comparsas se tornassem incrivelmente ricos.

O segundo maior acontecimento foi à decisão de Deng Xiaoping em 1978 de liberar a agricultura chinesa.  Isto levou ao crescimento econômico mais rápido da história.  Nada como isso já aconteceu com tamanho número de pessoas.  O crescimento da economia per capita da Coréia do Sul de 1950 a 1990, foi maior, mas a Coréia do Sul era uma nação muito menor.

O comunismo foi à ideologia tirânica mais poderosa na história do homem.  O comunismo falhou operacionalmente na União Soviética em menos de 75 anos.  A China comunista falhou em menos de 30 anos.

A lógica do dinheiro seduziu a vanguarda do proletariado.  A inevitável vitória socialista foi exposta como uma fraude gigante.  A religião messiânica do Marxismo afundou com os dois navios comunistas.

Hoje, o exército esfarrapado de professores Marxistas nas universidades do ocidente tem como modelos de sobrevivência apenas Cuba e a Coréia do Norte. A foto de satélite das duas Coréias — luzes brilhantes no sul, uma luz no norte — é o epitáfio mais poderoso que existe do comunismo.

Agora mais uma vitoria da liberdade sobre as políticas centralizadas está em andamento.  Isto está acontecendo no oeste europeu, e isto não será revertido.  O garoto propaganda da New World Order — a União Européia — começou a desmoronar.  Nada irá reverter este fato.

Existem alguns no ocidente que irão negar.  Também existem aqueles que de 1992 até hoje insistem que o colapso da União Soviética foi na verdade um grande engano.  Os comunistas ainda estão no controle, dizem eles.  Essas pessoas não admitem que o comunismo perdeu a batalha.  Como os comunistas originais, eles acreditam na soberania absoluta do poder político.  Eles acreditam que o ocidente não poderia ter ganhado, porque os comunistas eram melhores na intriga e no poderio militar.  Mas o ocidente ganhou, porque os líderes comunistas desistiram do sonho de um mundo socialista e decidiram seguir o dinheiro.

Vou contar como que eu sei que os comunistas fracassaram completamente.  Primeiro, o novo governo russo mudou o nome das cidades principais de volta para os seus nomes pré-Bolchevique.  Leningrado se tornou São Petersburgo.  Stalin mudou o nome de Volgagrado para Stalingrado em 1925.  Khrushchev mudou de volta em 1961 como parte do seu programa de “de-Stalinização”.  Ambas as mudanças revelaram a natureza dos políticos na Rússia.  Os nomes das cidades eram testemunhas do poder dominante.  Por isso que as mudanças de nome depois de 1991 foram significantes.

Segundo, multidões derrubaram estátuas de lideres soviético.  Uma das estátuas que desapareceram foi a dePavlik Morozov, o garoto de 13 anos que denunciou seu pai.  Ele foi transformado em herói por Stalin depois de seu assassinato aos 15 anos.  Ele executou os parentes do garoto pelo crime, apesar de todos terem negado envolvimento no crime.  A história de Morozov era ensinada as crianças soviéticas até o fim do regime.  Sua estátua desapareceu do parque público construído em sua homenagem.

A queda da União Soviética não foi um engano.  Foi real.  Aconteceu há duas décadas.

Há outra queda se aproximando.

Do colapso à separação

Eu vou dizer novamente.  O colapso da União Monetária Européia vai ser seguido pela separação da União Européia.

A UME está se rompendo.  Alguns colunistas do ocidente estão agora admitindo isso.  No geral, entretanto, o caminho seguido pelas linhas de comunicação é o mesmo seguido pelos burocratas da UE: “A crise na Grécia é uma aberração temporária.  Ela será resolvida pela UE, FMI, e pelas políticas dos banqueiros europeus.”

O problema com esta afirmação é que a Grécia continua a queimar.  Taxas de juros de curto-prazo estão acima de 100%, indicando a perda de confiança por parte dos investidores na capacidade do governo grego em pagar seus juros em euros.  Se a UE, o FMI, e o BCE tivessem um plano para lidar com o problema na Grécia — sua incapacidade iminente para fazer pagamentos de juros em euro — eles o teriam implantado.  Eles continuam anunciando “empréstimos-ponte” temporários.  Estes “empréstimos-ponte” são na realidade empréstimos sem fundos.  É presumido que todos sabem disso, porém eles não investem adequadamente.  Os vários giros nos mercados de ações europeus indicam que a esperança e o medo estão equilibrados, ao contrário de qualquer orçamento do governo.

A esperança vai se transformar em medo enquanto a realidade aparece.  O que é realidade?  Que grandes bancos europeus compraram títulos do governo grego, porque eles assumiram que nenhum membro da UME iria sair em omissão a dívida em euro.  Mas é claro que isto é exatamente o que a Grécia fará.  O calote é estatisticamente inevitável.  O buraco é um poço sem fundo.

O euro foi o garoto propaganda da unificação européia, assim como a unificação européia era o garoto propaganda da NWO para a unificação mundial, o sonho da Comissão Trilateral.  O euro foi empurrado goela abaixo dos bancos centrais europeus em 1999.  Eles desfrutavam de uma autonomia considerável.  Políticos nacionais também ressentiam o fato de que eles não teriam mais muita influência nos negócios monetários domésticos.  Eles passaram a ter que convencer os banqueiros do Banco Central Europeu a seguir políticas que sustentariam o estado de bem-estar social.

Este mundo se foi, mas existem políticos nas nações PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) que gostariam muito de restaurá-lo.  Eles estão sendo pressionados por eleitores para se libertarem dos programas de “austeridade” que estão sendo enfiados em suas gargantas pelo FMI e pelo BCE.

A Bíblia ensina, “O rico domina o pobre, e quem pede emprestado é servente de quem empresta” (Provérbios 22:7).  Isso incomoda os devedores.  A Bíblia também ensina, “O ímpio toma emprestado e não paga” (Salmo 37:21a).  Isso incomoda muito os devedores.  “Isto é um insulto a nossa integridade!”  Então, quando seus governos anunciam cortes limitados no gasto doméstico, os trabalhadores ameaçados tomam as ruas.  “Você nos deve o que você nos prometeu!”

Resumindo, eleitores querem impor austeridade nos credores.  Eles não querem credores impondo austeridade nos seus governos de bem-estar social.

Alguns grupos interessados vão ser inflexíveis.  Na opinião da UE, BCE, FMI os funcionários de países com grande dívida serão inflexíveis.  Na opinião dos sindicatos gregos os burocratas da BCE, FI, UE vão ser inflexíveis.  Políticos das nações PIIGS alegam que ninguém vai ser inflexível se o BCE, FMI, e a UE emprestarem mais dinheiro.  Os banqueiros querem que a UE e o BCE sirvam de provedores de última instância para os bancos, para que, quando os PIIGS derem calote, os banqueiros não percam seus bônus.  Eleitores na Alemanha não querem ficar presos com as contas a pagar dos PIIGS ou bancos.  Investidores no mercado de ações da Europa parecem Rodney King ao dizer. “Não é possível todo mundo se dar bem?”

Os promotores da New World Order estão apertando as mãos e pedindo: “Nós trabalhamos tanto para passar este acordo.  Nós ainda não terminamos nossos planos.  Agora eleitores estão tentando matá-lo.  Não é justo!”Eu penso em uma cena clássica que melhor descreve o atual predicamento da NWO.

Os melhores planos

Wall Street Journal publicou um relatório sobre a repartição da EMS.  Eu gostei da maneira que este começou:

Quando a história da ascensão e da queda do oeste europeu pós-guerra for algum dia escrito, ela será lançada em três volumes.  Vamos chamá-los de “Fatos Concretos,” “Ficção Conveniente” e — o volume que ainda está sendo escrito — “Fraude.”

O autor diz que os fatos concretos foram necessidades militares do pós-guerra.  A Guerra fria começa.

O próximo fato concreto foi o dinheiro.  Ele corretamente identifica este como “o presente de Ludwig Erhard, autor das reformas econômicas que criaram o marco alemão, aboliu o controle de preços, e colocou a inflação em controle por gerações.”  Erhard foi um discípulo de Wilhelm Roepke, que foi um discípulo de Ludwig von Mises.  Em junho de 1948, Erhard unilateralmente aboliu inteiramente o sistema militar aliado de controle de preços, moeda fiduciária, e racionamento.  No dia seguinte — literalmente — o “milagre econômico alemão” começou.

O autor continua: “O terceiro fato concreto foi a criação do mercado comum de Jean Monnet que deu a Europa uma economia compartilhada — não política — idêntica.” O autor foi enganado pela última fraude.  Monnet estava trabalhando para a unificação política desde que ele e Raymond Fosdick, agente de John D. Rockefeller Jr., sentaram-se juntos na conferência da paz de Versailles em 1919.  Em 1919, Fosdick enviou uma carta a sua esposa.  Ele disse a ela que ele e Monnet estavam trabalhando diariamente para lançar as bases “do quadro de governo internacional.” [31 de  julho de 1919; em Fosdick, ed., Letters on the League of Nations (Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1966), p. 18.]  Fosdick retornou a Nova York em 1920, onde ele assumiu a Fundação Rockefeller pelos próximos 30 anos.

Monnet era o homem de frente para a New World Order.  Ele promoveu unificação política envolvendo-a em princípios de unificação econômica.

O autor precisamente descreve o suicídio do oeste europeu.

Em 1965, gastos do governo como percentual do PIB eram em média 28% no oeste europeu.  Hoje paira há um pouco menos de 50%.  Em 1965, a taxa de fertilidade na Alemanha era um saudável 2.5 crianças por mãe.  Hoje é um catastrófico 1.35.  Durante os anos pós-guerra, o crescimento anual do PIB na Europa era em média 5.5%.  Depois de 1973, raramente excedeu 2.3%.  Em 1973, europeus trabalhavam 102 horas para cada 100 trabalhadas por um americano.  Em 2004 eles trabalharam apenas 82 horas para cada 100 trabalhadas por um americano.

Ele argumentou que “Foi durante esta desaceleração geral que a Europa entrou na conveniente fase de ficção.” Uma ficção de que adicionando novos membros a UE iria permitir a economia européia a rivalizar com a produção Americana.  Outra ficção era de que havia um núcleo central de visões e valores que unificariam a nova coletividade.  Aqui, ele é terrivelmente ingênuo.  Que tinha sido a hipótese da Organização das Nações Unidas desde o começo, e da Liga das Nações antes dele. Este era o coração da visão de Monnet.  Isso não começou em 1973.

E houve, finalmente, a ficção gritante que a Europa tinha seu próprio “modelo,” distinto e superior ao modelo americano, que a imunizou de correntes internacionais: globalização, Islamismo, demografia.  Os europeus amam seus feriados e eles pensaram que tinham direito a um longo feriado da história também.

Ele acertou essa!

Depois ele listou as fraudes.  Primeiro, a Grécia foi autorizada na União Monetária Européia.  Mas isso não era uma fraude.  Os críticos nos anos noventa disseram que todas as nações do Club Med teriam déficit.  Eles alertaram que o euro não conseguiria aguentar.

Não houve fraude ao deixarem os PIIGS entrarem no bloco.  Isto era fundamental para a visão de Monnet de 1919.  Isto tinha que funcionar.  Isto é ordenado a funcionar.  Esta é a religião da NWO.

Os banqueiros não PIIGS pensaram que iria funcionar.  Eles se sobrecarregaram de dívidas dos PIIGS.

Isso não era uma fraude.  Isto era uma implementação de uma religião profundamente política.  Este foi um autoengano em escala continental.

No entanto, ele está certo sobre este ponto.

Houve a fraude do chamado critério de Maastricht — as leis fiscais que deveriam governar o euro apenas para serem rapidamente desrespeitadas pela França e Alemanha e depois jogadas na crise atual.  Houve a fraude da Constituição Européia, esmagadoramente rejeitada sempre que um voto nela fosse permitido, apenas para ser revisada e imposta por decreto parlamentar.

O que esta acontecendo agora na Europa não é bem uma crise como é uma exposição: um evento do tipo Madoff ao invés de um Lehman.  O choque é que é um choque.  A Grécia nunca que seria socorrida e irá, cedo ou tarde, dar calote.  Os bancos detentores da dívida grega serão, cedo ou tarde, recapitalizados.  A recapitalização virá de contribuintes alemães, e isso irá colocá-los — mais cedo do que tarde — no limite de sua paciência.  Os chineses não irão ao resgate: Eles sabem que não se deve gastar bom dinheiro em mau dinheiro.

E depois a Itália será a nova Grécia.  A crise européia chegará as costas dos EUA, e os problemas econômicos americanos vão para as costas europeias — um tsunami de mão-dupla.

Ele vê que esta fraude não vai se segurar.  Há uma razão para isso.

A “união fiscal” que está sendo debatida nunca irá passar:  Eleitores alemães não a querem, assim como nenhum outro país que quer manter independência fiscal — o que quer dizer, o principal atributo da soberania democrática.

Ele faz uma previsão: “O que vem a seguir é a explosão do projeto europeu.” Então ele faz uma avaliação: “Dado o que os líderes europeus fizeram deste projeto nos últimos 30 e poucos anos, isto não é uma coisa totalmente ruim.” Eu digo não.  Isto é ótimo.  Isto é, em fato, a melhor coisa que provavelmente vai acontecer nas primeiras duas décadas do século XXI.  Isto é a extensão das duas separações do século XX.

Mas isso chegará com um custo altíssimo.  Os distúrbios de Atenas tornar-se-ão os de Milão, Madrid e Marselha.  Partidos a margem ganharão forças.  Postos de fronteira irão voltar, moedas serão ressuscitadas, e depois desvalorizadas.  Países escolherão decadência ao invés de reforma.  Isto é um longo desfile de horrores.

Conclusão

O preço da separação do BCE, da UME, e da UE será alto por causa das fraudes e ficções convenientes que a precederam.  Se eleitores europeus não tivessem criado um estado de bem estar social, se eles não tivessem consentido com uma moeda comum, mas ao invés tivessem abolido todos os bancos centrais e tivessem permitido a competição entre moedas, e se eles tivessem abolido tarifas e não criado uma monstruosidade burocrática de agências não governamentais com poder de governo — a WTO e seus amigos — o preço de transição seria baixo.  Mas eles escutaram a Monnet.  Eles agora pagaram o preço.

Assim como todos os seus parceiros comerciais.  Assim como os grandes bancos americanos que venderem seguros de inadimplência de crédito para bancos europeus.

Tradução de Diego Santos 

Fonte: Instituto Ludwig Von Mises

O economista Waldir Sarafim alerta sobre o perigo da dívida interna do Brasil

SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A “DIVIDA INTERNA/EXTERNA” DO BRASIL 

A DIVIDA INTERNA/EXTERNA DO BRASIL

Waldir Serafim
Economista

Leia e observe a análise ponderada, muito bem explicada do Economista Waldir Serafim.

Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV e não entende direito vamos explicar a seguir:

DIVIDA EXTERNA
é uma dívida com os Bancos, Mundial, FMI e outras Instituições, no exterior em moeda externa.

DIVIDA INTERNA
é uma dívida com Bancos em R$ (moeda nacional) no país.

Então, quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, devíamos:

– Dívida externa = 212 Bilhões
– Dívida interna = 640 Bilhões
– Total da Dívida = 852 Bilhões

Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade, só que ele não explicou que, para pagar a dívida externa, ele aumentou a dívida interna:

Em 2007 no governo Lula:

– Dívida Externa = 0 Bilhões
– Dívida Interna = 1,4 Trilhão
– Total da Dívida = 1,4 Trilhão

ou seja,
a Dívida Externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou…
Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.
Sabe por que?
É que ela voltou…

Em 2010 no governo Lula:

Dívida Externa = 240 Bilhões
Dívida Interna = 1,65 Trilhão
Total da Dívida = 1,89 Trilhão

ou seja, no governo LULA, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão !!!

Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras mais bolsas… e de onde tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza !!!

E não é com dinheiro do crescimento, mas sim, com dinheiro de ENDIVIDAMENTO.

Compreenderam?
Ou ainda acham que Lula é mágico?
Ou que FHC deixou um caminhão de dólares para Lula gastar?
Quer mais detalhes, sobre dívida interna e externa do Brasil, acesse o site :

http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista

Os brasileiros, vão pagar muito caro pela atitude perdulária do governo Lulla, que não está conseguindo pagar os juros dessa “Dívida trilhardária” tendo que engolir um “spread” (txa. juros) muito caro para refinanciar os “papagaios”, sem deixar nenhum benefício para o povo, mas apenas DIVIDAS A PAGAR por todos os brasileiros, que pagam seus impostos…!!!

Quis vender água e foi em cana

Bruno Pontes

índice 2011 da Heritage Foundation coloca o Brasil em 113º lugar na lista de 179 países avaliados quanto ao grau de liberdade econômica, definida pela fundação como o direito fundamental de cada ser humano de controlar seu trabalho e sua propriedade. Ficamos atrás de Gabão, Quênia e Azerbaijão. Engula o orgulho e siga a leitura.

No último domingo, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro mandou prender os comerciantes que cobrarem “preços abusivos” por comida, água e velas no município de Nova Friburgo. “Ninguém pode explorar a dor dos outros, se aproveitar da agonia da população para vender, por exemplo, um pacote de velas [que custa em torno de R$ 1,50] por R$ 10”, disse o comandante. Moradores contam que estão vendendo por até R$ 40 galões de água que custam R$ 6.

Desastres aumentam a demanda por produtos básicos. Sem dúvida os moradores de Nova Friburgo ficariam contentíssimos ao chegar ao mercantil e ver que a água ainda custa R$ 2, mas esse desprendimento da parte dos comerciantes traria às vítimas das chuvas problemas que as autoridades, imersas em sua benevolência policialesca, são incapazes de conceber.

Vamos ao exercício mental. Você está lá em Nova Friburgo. O cenário é catastrófico. Mulheres, crianças e idosos precisam se hidratar. Todo mundo correndo atrás de água. Se ela ainda estiver custando R$ 2, o que acontece? Os estoques serão consumidos rapidamente, e teremos uma situação que o governador Sérgio Cabral talvez considere mais vantajosa: a água será barata, mas ela terá acabado antes de você chegar ao mercantil.

A população terá melhor sorte se os comerciantes aumentarem os preços em cinco, seis, dez vezes. Quando os preços sobem, consumimos com prudência. Calculamos, poupamos, evitamos o desperdício. É desagradável pagar R$ 40 num galão d´água, mas é só assim que a água estará lá quando os moradores precisarem dela. Os preços altos evitam o desabastecimento.

Comerciantes de qualquer época e lugar só abrem as portas na expectativa do lucro. Por que deveria ser diferente com os de Nova Friburgo? “Por causa das chuvas, Bruno. Você precisa ter um olho mais humanitário. Aquilo é uma tragédia sem precedentes”. Certo. Mas o meu interlocutor imaginário deve notar que fazer comércio ali, neste momento, não é atividade das mais tranquilas. Os perigos são óbvios. A lama dificulta os acessos. É possível que nem todos os funcionários compareçam. Os distribuidores encontram obstáculos logísticos, sem esquecer os custos decorrentes da manutenção dos estoques. Tudo isso entra no preço final do produto. O comerciante precisa lucrar. Se for para ter prejuízo, melhor ficar em casa ou vender em outro lugar.

O que os desabrigados do Rio precisam é de gente que queira ganhar dinheiro levando comida para regiões sob ameaça de avalanches de lama. É um clichê danado, mas escutem o Adam Smith: “Não é da benevolência do açougueiro que devemos esperar nosso jantar, mas da atenção que ele dá aos próprios interesses”. Funciona assim numa economia livre. No Brasil, mandamos para a cadeia os comerciantes que, atendendo aos próprios interesses, ajudam a salvar vidas. Uma salva de palmas para o socialismo.

Fonte: http://www.midiasemmascara.org

Publicado no jornal O Estado.

Bruno Pontes é jornalista – http://brunopontes.blogspot.com