Entrevista de Bene Barbosa Rádio Transamérica de Camburiú/SC

O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) apresentou no dia 19/04/12 projeto de lei que prevê regulamentar a aquisição e circulação de armas de fogo no país. O PL 3722/2012 revoga a lei atual, popularmente conhecida como “Estatuto do Desarmamento”. Extenso e cujos termos demonstram uma profunda análise técnica da matéria, o projeto estabelece uma nova sistemática regulatória para armas na sociedade brasileira, alinhada à realidade e, sobretudo, ao resultado do Referendo de 2005, quando 60 milhões de eleitores rejeitaram a ideia de se extinguir o comércio de armas e munições no Brasil. O Presidente do Movimento Viva Brasil falou sobre o assunto à Rádio Transamerica de Camburiú/SC.

Podcast – Lei da Palmada espanca liberdade individual

Aprovada na semana passada na Câmara, a Lei da Palmada –que pune pais que aplicam castigos físicos nos filhos –seguiu para o Senado e deve causar mais debates na Casa.

O assunto é destaque do comentário do colunista da Folha Luiz Felipe Pondé.

“Leis desse tipo representam a tentativa do Estado de resolver todos os problemas do cidadão. É tipicamente uma lei fascista”, afirma.

Para o filósofo, o Estado não tem nenhum mecanismo ou capacidade para interferir dessa forma na condução da educação dos filhos. “A não ser que ele [Estado] se transforme em espancador da liberdade individual”, diz.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/

Do desarmamento ao totalitarismo

Bene Barbosa

Nos últimos dias, a notícia que o ator Wagner Moura, que protagonizou o conhecido filme Tropa de Elite no personagem Capitão Nascimento, iria emprestar sua voz para a campanha de desarmamento pululou em vários jornais e nas redes sociais.

Não sei como foi feita essa negociação entre o governo e o ator, se foi convidado, contratado ou se alistou. Acho até que ele não ganhará nada para fazer tal propaganda, que vale lembrar, é propaganda requentada, aquela que fala em bala perdida, como se fosse o cidadão honesto o responsável pelos tiroteios entre policiais e criminosos.

Imaginando que nem todos são movidos apenas pelo vil metal e que ele não cobrará por isso, ficaria claro então que Wagner Moura realmente acredita na benesse de tal campanha. Acredita que haverá mais segurança se todos os aposentados e viúvas entregarem suas armas, pois esse é o perfil predominante daqueles que o fazem. Pouco provável que seja isso. Explico.

Relendo velhas entrevistas do Capitão Nascimento, ou melhor, do ator Wagner Moura, é possível com bastante precisão montar um perfil de seu posicionamento ideológico e, acreditem, isso não passa nem perto do pacifismo. Numa entrevista para a Folha de São Paulo em 2007 há um pequeno trecho mais do que revelador, que aqui reproduzo:

“E eu ainda acredito na esquerda, não na boba, utópica, mas em um Estado intervencionista. Acho o liberalismo uma coisa perigosa. Deixar as coisas andarem nas mãos da iniciativa privada é perigoso. O Estado tem que ter poder.”

Está ai a explicação! Wagner Moura acredita no desarmamento como a instituição do monopólio da força nas mãos do Estado, onde o cidadão deve ser guiado como uma ovelha pelo onipresente “grande irmão”. Cumpre-nos lembrar ao ator que o perigo maior sempre está exatamente em um Estado que institui o monopólio da força. Isso não acabou nada bem em países como a Alemanha nazista, a antiga URSS ou o carcomido regime de Fidel Castro.

E qual seria a estratégia do Ministério da Justiça ao convocar o Capitão Nascimento? Simples e óbvio: mesmo contra a vontade do ator e dos produtores do filme, o Capitão Nascimento virou um herói nacional, um ídolo para muitos. “Ora, se até o Capitão Nascimento está falando que é melhor entregar, então é melhor mesmo” imaginam eles. Um pensamento típico daqueles que acreditam que estão lidando com uma nação de criancinhas sem capacidade de raciocínio, de distinguir o que é real e o que é cinema! Será que não aprenderam nada mesmo no referendo de 2005? Acreditem, nem com saco na cabeça a sociedade brasileira vai abrir mão deste direito.

Publicado no jornal O Estado.

Fonte: Mídia Sem Máscara

Bene Barbosa é advogado e presidente do Movimento Viva Brasil.

Xaxim, líder do tráfico de drogas no Rio de Janeiro defende a proibição do comércio de armas. Por que será?

Emmanuel Goldstein

RIO DE JANEIRO – O líder do tráfico de drogas do Morro do Dendê (RJ) defendeu a realização de um novo plebiscito sobre a proibição da venda de armas no Brasil. A proposta foi originalmente apresentada pelo presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP).

Segundo o líder criminoso, Xaxim, o governo federal precisa urgentemente acabar com a possibilidade de o cidadão possuir uma arma legal. “Vai ficar armando a população pra quê? Quando a gente entrar numa casa ou num condomínio, alto luxo, e for assaltar uma galera, nego vai virar pra mim com 38, me dando tiro? É ruim, hein! Quem tem que ter arma é bandido e a polícia. A população não tem que ter arma”, declarou o honorável bandido.

Confira a gravação da entrevista na íntegra (clique no play):

http://www.vanguardapopular.com.br/portal/

O povo quer armas!

O fato é que o homem sempre usou armas para atacar e se defender. A idéia dos progressistas, relativamente nova em termos históricos, é de que a defesa pessoal, da família e do patrimônio não compete mais ao indivíduo, mas ao Estado.

O povo americano quer manter seu direito a usar armas de fogo:

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira que os estados federados não podem limitar ou proibir os cidadãos de possuir armas de fogo, como garante a Segunda Emenda da Constituição. Ao revogar uma proibição de Chicago (Illinois) sobre porte de armas de fogo, a máxima instância judicial americana declarou inconstitucional qualquer restrição nesse sentido por parte dos estados e dos governos locais. Em um duro golpe contra aqueles que buscam um maior controle das armas nos Estados Unidos, o juiz Samuel Alito disse que a Constituição é clara sobre o direito dos cidadãos de portar armas para sua defesa pessoal.

Depois do aborto e da pena de morte, o controle de armas talvez seja o tema mais divisivo e polêmico na sociedade atual. E com boa razão. Armas podem servir tanto para o bem quanto para o mal.

Por que proibir o direito de posse de armas para a defesa pessoal? A idéia daqueles a favor do controle é que, com menos armas, haveria menos crime. Também haveria menos acidentes com armas de fogo ou tragédias passionais, que ocorrem num ímpeto e muitas vezes são facilitados pela presença de armas. Também haveria menos atiradores malucos como os de Columbine e Georgia Tech.

A primeira afirmação (menos armas = menos crime) está longe de ser comprovada. Aliás, parece ocorrer exatamente o contrário. Tanto em Chicago quanto em Washington D.C., cidades que instituíram controle de armas, o crime aumentou durante o período de vigência da lei. É verdade, correlação não é causação: o aumento do crime poderia ter outros motivos. Mesmo assim, parece claro que o controle de armas não é a solução. Os números são quase todos a favor dos apologistas da arma.

Quanto a casos de crimes passionais, acidentes, ou tiroteios como os de Columbine, é possível que um controle mais rigoroso da posse de armas pudesse diminuí-los. Mas também devemos levar em conta que armas salvam vidas. Milhões de pessoas salvaram sua vida ou patrimônio do ataque de criminosos. Quanto a ataques como o de Columbine ou Georgia Tech, é como diz Thomas Sowell: todos os ataques de homens armados só chegaram ao fim com a ação de outros homens armados (sejam cidadãos ou policiais).

O que os “controladores” não entendem é o seguinte: por que alguém compra uma arma? Na maioria dos casos, não é por diversão. As pessoas se armam quando se sentem em perigo. Ou seja: armam-se para defender-se de outras pessoas com armas. Não houvesse ninguém com armas e más intenções, e o controle de armas seria desnecessário.

Em grandes cidades com alto nível de crime, uma arma pode ser um investimento útil. Isso sem falar em situações extremas como guerra, desastre ou crise geral das instituições, em que ter ou não uma arma é a diferença entre a vida e a morte.

De fato, paradoxalmente, um controle de armas funciona melhor em sociedades de baixo nível de crime. Em sociedades de alto nível de crime, tende a fracassar.

O fato é que o homem sempre usou armas para atacar e se defender. A idéia dos progressistas, relativamente nova em termos históricos, é de que a defesa pessoal, da família e do patrimônio não compete mais ao indivíduo, mas ao Estado. Disque 911 e reze para que os hômis cheguem a tempo, e não atirem em você por engano.

Eu não tenho uma arma e não sei atirar nem com estilingue. Mas acho que o controle de armas é um abuso proposto por pessoas que, em geral, estão bem protegidas por guarda-costas armados e carros blindados.

Fonte: Mídia Sem Mascara