Israel sob terror

O aumento das tensões no Oriente Médio é visível e uma guerra total pode estourar a qualquer momento. Os foguetes iranianos de posse do Hamas caem como chuva sobre Israel. Puro terror. Inaceitável. O Estado judeu tem obrigação de defender a sua gente, por todos os meios.

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A infância muçulmana de Obama

Daniel Pipes

Barack Obama apareceu brandindo contra o seu rival republicano, patrocinando anúncios na televisão perguntando: “O que Mitt Romney está escondendo?” A alusão trata de questões relativamente secundárias como declarações de imposto de renda de anos anteriores de Romney, a data em que ele deixou de trabalhar para a Bain Capital e registros não públicos da sua prestação de serviços como dirigente das Olimpíadas de Salt Lake City e como governador de Massachusetts. Obama justificou suas exigências para que Romney libere mais informações sobre si mesmo, ao declarar em agosto de 2012 que “O povo americano crê que se você deseja ser presidente dos Estados Unidos, a sua vida seja um livro aberto quando se trata de questões como suas finanças”. Esquerdistas como Paul Krugman doNew York Times endossam entusiasticamente tal enfoque no currículo de Mitt Romney.

Se Obama e seus partidários querem colocar em foco a biografia, ótimo, este é um jogo que dois podem jogar. O moderado, conciliatório Romney já censurou a campanha para a reeleição de Obama como sendo “baseada em falsidade e desonestidade”, a campanha publicitária televisiva foi mais longe, asseverando que Obama “não diz a verdade”.

O foco na franqueza e honestidade provavelmente irá prejudicar muito mais Obama do que Romney. Obama continua sendo o candidato misterioso com uma autobiografia repleta de hiatos e até de falsificações. Por exemplo, para vender a autobiografia em 1991, Obama alegava falsamente que “que tinha nascido no Quênia.” Mentiu sobre nunca ter sido membro e candidato do partido socialista New Party de Chicago nos anos de 1990 e, quando Stanley Kurtz apresentou evidências para constatar que ele era membro, Kurtz foi difamado e tratado com desdém pelos marqueteiros de Obama. A autobiografia de Obama de 1995, intitulada Dreams from My Father traduzido para o português como (A Origem dos Meus Sonhos), contém uma torrente de erros crassos e falsidades sobre seu avô por parte de mãe, seu pai, sua mãe, o casamento de seus pais, o pai do seu padrasto, seu amigo do ensino médio, sua namorada, Bill Ayers e Bernardine Dohrn e o Reverendo Jeremiah Wright. Como Victor Davis Hanson coloca, “se um autor inventa detalhes sobre a doença terminal da sua própria mãe e a busca pelo seguro, então ele provavelmente falsificará qualquer coisa”.

Neste contexto mais amplo de falsidades sobre o seu passado surge a questão sobre a discussão de Obama sobre a sua fé, talvez a mais peculiar e afrontosa de todas as suas mentiras.

Contradições

Questionado sobre a religião da sua infância e adolescência, Obama apresenta respostas contraditórias. Refinando a questão, em março de 2004 responde, “Você sempre foi cristão”? “Eu fui criado mais pela minha mãe e a minha mãe era cristã”. Mas em dezembro de 2007 ele decidiu, um tanto tardiamente, dar uma resposta direta: “Minha mãe era uma cristã do Kansas. … eu fui criado pela minha mãe. Portanto, sempre fui cristão”. Entretanto em fevereiro de 2009, ele deu uma explicação completamente diferente:

Eu não fui criado em um lar mormente religioso. Eu tive um pai que nasceu muçulmano, mas se tornou ateu, avós metodistas e batistas não praticantes e uma mãe cética quanto às religiões organizadas. Eu não me tornei cristão até … mudar para a região sul de Chicago após a faculdade.

Aprimorando ainda mais a resposta em setembro de 2010, disse: “Eu abracei a fé cristã mais tarde na vida”.

Onde está a verdade? Obama “sempre foi cristão” ou “se tornou cristão” após a faculdade? Contradizer-se em uma questão tão fundamental quanto a identidade, quando adicionada ao questionamento geral a cerca da exatidão da autobiografia, levanta perguntas sobre veracidade; será que alguém que estivesse falando a verdade diria coisas tão variadas e contrárias sobre si mesmo? Inconsistência é típico da invenção: quando se inventa uma história, é difícil manter-se fiel a ela. Parece que Obama está escondendo algo. Ele era um filho laico de pais sem religião? Ou será que ele sempre foi cristão? Ou muçulmano? Ou de fato, algo que ele mesmo criou – cristão/muçulmano?

Obama fornece algumas informações sobre a sua formação islâmica em dois livros, Dreams (A Origem dos Meus Sonhos) e The Audacity of Hope (A Audácia da Esperança) (2006). Em 2007, quando Hillary Clinton ainda era a predileta entre os candidatos democratas à presidência, vários jornalistas trouxeram à tona informações sobre o período de Obama na Indonésia. As declarações de Obama como presidente proporcionaram importantes insights em sua mentalidade. Entretanto, as principais biografias sobre Obama, sejam elas favoráveis (como as escritas por David Maraniss, David Mendell e David Remnick) ou hostis (como as escritas por Jack Cashill, Jerome R. Corsi, Dinish D’Souza, Aaron Klein, Edward Klein e Stanley Kurtz), dão pouca atenção a este tópico.

Vou considerar que ele nasceu e foi criado como muçulmano, apresentar provas provenientes dos últimos anos, levantar impressões a seu respeito como muçulmano e colocar o engodo em um contexto mais amplo da ficção autobiográfica de Obama.

“Nunca fui muçulmano”

Obama reconhece de imediato que seu avô paterno, Hussein Onyango Obama, converteu-se ao islamismo. A bem da verdade, Dreams (página 407) contém uma longa citação da sua avó paterna explicando os motivos do avô ter agido assim: Para ele os costumes do cristianismo pareciam “sentimentos tolos”, “algo para consolar mulheres” e assim sendo, converteu-se ao islamismo, acreditando que “suas práticas adequavam-se mais intimamente com as suas convicções” (página 104). Obama disse de bom grado aos quatro ventos o seguinte: por exemplo, quando perguntado por um barbeiro (página 149), “você é muçulmano”? Ele respondia, “Meu avô era”.

Obama apresenta seus pais e padrasto como não religiosos. Ele observa (em Audacity, páginas 2006, páginas. 204-05), que seu “pai foi criado como muçulmano” mas era um “ateu convicto” quando conheceu a mãe de Barack, que por sua vez “professava o secularismo”. Seu padrasto, Lolo Soetoro, “como a maioria dos indonésios, foi criado como muçulmano”, embora não praticante, sincrético que (Dreams, página 37) “praticava um ramo do islamismo que acomodava os remanescentes das crenças animistas mais antigas e hindus”.

Quanto a si próprio, Obama reconhece numerosas conexões com o islamismo, mas nega ser muçulmano. “A única ligação que eu tive com o islamismo é que meu avô paterno veio daquele país”, declarou ele emdezembro de 2007. “Mas nunca fui praticante do islamismo. … Por um tempo morei na Indonésia pelo fato da minha mãe estar lecionando lá. E é um país muçulmano. E eu frequentei a escola. Mas não pratiquei”. Na mesma linha, ele disse o seguinte em fevereiro de 2008: “Nunca fui muçulmano” … a não ser pelo meu nome e pelo fato de ter morado em um populoso país muçulmano por 4 anos quando era criança, tenho pouquíssima ligação com a religião islâmica”. Observe a declaração inequívoca: “Nunca fui muçulmano” Sob a manchete, “Barack Obama Não É Nem Nunca Foi Muçulmano,” no primeiro site da Internet da campanha de Obama, portava uma declaração ainda mais enfática em novembro de 2007, anunciando que “Obama nunca rezou em uma mesquita. Ele nunca foi muçulmano, não foi criado como muçulmano e é um cristão devoto”.

“Barry era muçulmano”

Porém, sobram provas sustentando que Obama nasceu e foi criado como muçulmano:

(1) O Islã é uma religião patriarcal: No Islã, o pai passa a sua fé para os filhos e, quando um muçulmano tem filhos com uma mulher não muçulmana, o islamismo considera os filhos muçulmanos. Como o avô e o pai de Obama eram muçulmanos – o tamanho da devoção não tendo nenhuma importância – significa que, aos olhos dos muçulmanos, Barack nasceu muçulmano.

(2) Nomes próprios baseados na raiz trilateral H-S-N: Todos os nomes como (Husayn ou Hussein, Hasan, Hassân, Hassanein, Ahsan e outros) são dados exclusivamente a bebês muçulmanos. (O mesmo acontece com nomes baseados na raiz H-M-D). O nome do meio de Obama, Hussein, proclama-o explicitamente um muçulmano de nascença.

(3) Matriculado como muçulmano no SD Katolik Santo Fransiskus AsisiObama foi matriculado em uma escola católica em Jacarta como “Barry Soetoro”. Um documento ainda existente lista-o corretamente como nascido em Honolulu em 4 de agosto de 1961, além disso lista-o também como tendo nacionalidade indonésia e religião muçulmana.

(4) Matriculado como muçulmano na SD Besuki: Embora Besuki (também chamado de SDN 1 Menteng) ser uma escola pública, Obama curiosamente refere-se a ela em Audacity (página 154) como “escola muçulmana”, frequentada por ele em Jacarta. Seus registros não existem mais, porém vários jornalistas (Haroon Siddiqui do Toronto Star, Paul Watson do Los Angeles Times, David Maraniss do Washington Post) confirmaram que também lá ele foi matriculado como muçulmano.

(5) Aulas de islamismo em Besuki: Obama cita (Audacity, página 154) que em Besuki, “o professor enviou uma carta a minha mãe dizendo que eu fiz caretas durante os estudos corânicos”. Somente estudantes muçulmanos frequentavam as aulas semanais de duas horas para estudar o Alcorão, Watson relata:

dois de seus professores, a ex-vice-diretora Tine Hahiyari e o professor do terceiro grau, disseram que lembram claramente que também nesta escola, ele estava registrado como muçulmano, o que determinava as aulas que iria participar durante as lições semanais de religião. “Estudantes muçulmanos recebiam aulas de um professor muçulmano e estudantes cristãos recebiam aulas de um professor cristão”, afirmou Effendi.

Andrew Higgins do Washington Post cita Rully Dasaad, ex-colega de classe, dizendo que Obama fazia farra na sala de aula e durante os estudos do Alcorão, era “ridicularizado devido a sua pronúncia engraçada”.Maraniss descobriu que as aulas incluíam não apenas o estudo de “como rezar e como entender o Alcorão”, mas também rezar na prática nos serviços comunitários às sextas-feiras nas dependências da escola.

(6) Comparecimento à mesquita: Maya Soetoro-Ng, a meia irmã mais nova de Obama, contou que seu pai (padrasto de Barack) comparecia à mesquita “quando acorriam grandes eventos comunitários”, Barker constatou que “Obama às vezes acompanhava seu padrasto até a mesquita para as rezas de sexta-feira”. Watson relata o seguinte:

Os amigos de infância dizem que às vezes Obama comparecia às rezas de sexta-feira na mesquita local. “Nós rezávamos, mas não com muita seriedade, apenas acompanhávamos o que os mais velhos faziam na mesquita. Segundo Zulfin Adi, que se descreve como um dos amigos de infância mais íntimos de Obama relata; como crianças, gostávamos de encontrar nossos amigos e ir à mesquita juntos e brincar”. … Eventualmente, informa Adi, quando o muezin (aquele que chama os crentes às orações) soava a chamada à reza, Lolo e Barry iam juntos, a pé, até a mesquita improvisada. “Sua mãe ia frequentemente à igreja, mas Barry era muçulmano. Ele ia à mesquita”, revela Adi.

(7) Vestimenta muçulmana: Sobre Obama, Adi recorda, “Lembro-me dele usando sarongue”. Da mesma forma,Maraniss descobriu que não somente “seus colegas de classe se recordam de Barry usando sarongue”, mas que a troca de correspondências indica que ele continuou a usar esta vestimenta nos Estados Unidos. Este fato acarreta implicações religiosas, visto que, na cultura indonésia, somente muçulmanos usam sarongues.

(8) DevoçãoObama afirma que na Indonésia, ele “não praticava o [islamismo]”, uma asserção que involuntariamente reconhece sua identidade muçulmana implicando que ele era um muçulmano não praticante. Contudo, vários daqueles que o conheciam contradizem esta lembrança. Rony Amir retrata Obama como “muito devoto ao Islã no passado”. Tine Hahiyary, ex-professora de Obama, citada no Kaltim Post, afirma que o futuro presidente participou de estudos religiosos islâmicos avançados: “Eu lembro que ele tinha estudado mengaji“. No contexto do islamismo do sudeste asiático, mengaji Quran significa recitar o Alcorão em árabe, uma tarefa difícil denotando estudo avançado.

Em síntese, o histórico indica que Obama nasceu muçulmano tendo como pai um muçulmano não praticante, tendo vivido por quatro anos em um meio totalmente muçulmano sob a proteção do padrasto muçulmano indonésio. Por estas razões, aqueles que conheceram Obama na Indonésia consideravam-no muçulmano.

“Minha fé muçulmana”

Além disso, várias declarações feitas por Obama nos últimos anos apontam para a sua infância muçulmana.

(1) Robert Gibbs, diretor de comunicações da campanha da primeira corrida presidencial de Obama, assegurou emjaneiro de 2007: “O Senador Obama nunca foi muçulmano, não foi criado como muçulmano e é um cristão devoto que frequenta a Igreja Unida de Cristo em Chicago”. Mas recuou em março de 2007, garantindo que “Obama nunca foi um muçulmano praticante”. Ao colocar em foco a prática quando criança, a campanha levanta uma questão que não faz a menor diferença para os muçulmanos (assim como para os judeus), já que não consideram a prática central a identidade religiosa. Gibbs acrescenta, de acordo com a paráfrase de Watson, “quando criança, Obama ficava no centro islâmico vizinho”. Obviamente, “o centro islâmico vizinho” é um eufemismo de “mesquita”, enquanto ficar lá aponta novamente Obama como sendo muçulmano.

(2) Ele pode ter feito caretas e farreado durante as aulas do Alcorão, mas Obama aprendeu a orar a salat nas aulas de religião; seu ex-professor em Besuki, Effendi, lembra que ele “se juntava aos outros alunos nas orações muçulmanas”. Orar a salat por si só fez de Obama um muçulmano. Além do mais, ele orgulhosamente preserva o conhecimento das aulas de outrora: em março de 2007, Nicholas D. Kristof do New York Times, viu Obama “recordar o início da chamada árabe para a oração, recitando-a [para Kristof] com excelente pronúncia”. Obama não recitou asalat propriamente dita e sim o adhan, a chamada para a reza (normalmente cantada dos minaretes). A segunda e a terceira linhas do adhan constituem a declaração da fé islâmica, a shahada, cuja mera elocução torna aquele que a pronuncia um muçulmano. O adhan completo na iteração sunita (pulando as repetições) é o seguinte:

Deus é o maior.
Testemunho de que não há outra divindade além de Deus.
Testemunho de que Maomé é o Mensageiro de Deus.
Vinde para a Oração.
Vinde para a salvação.
Deus é o maior.
Não há outra divindade além de Deus.

Aos olhos dos muçulmanos, recitar o adhan na classe em 1970 tornou Obama na mesma hora muçulmano – e recitá-lo para um jornalista em 2007 tornou-o novamente muçulmano.

(3) Em uma conversa com George Stephanopoulos em setembro de 2008, Obama falou da “minha fé muçulmana“, mudando o que tinha acabado de dizer para “minha fé cristã” somente após Stephanopoulos interromper e corrigi-lo. Ninguém deixaria escapar “minha fé muçulmana” a menos que houvesse alguma base para tal engano.

(4) Ao discursar perante platéias muçulmanas, Obama usa especificamente frases muçulmanas que evocam sua identidade muçulmana. Ele discursou perante ambas as platéias no Cairo (em junho de 2009) e em Jacarta (emnovembro de 2010) proferindo a saudação “as-salaamu alaykum”, esta que ele, participando das aulas do Alcorão, sabe que é reservada para um muçulmano saudando outro muçulmano. No Cairo, ele também usou diversos termos empregados pelos devotos sinalizando aos muçulmanos ser ele um deles:

  • “o Sagrado Alcorão” (termo mencionado cinco vezes): uma tradução exata da referência árabe padrão dos livros sagrados, al-Qur’an al-Karim.
  • “o caminho certo”: tradução de as-sirat al-mustaqim, do árabe, em que os muçulmanos pedem a Deus para que Ele os guie toda vez que estiverem orando.
  • “Conheci o islamismo em três continentes antes de vir à região onde ele foi revelado pela primeira vez”: não muçulmanos não se referem ao Islã como revelado.
  • “a história de Isra, quando Moisés, Jesus e Maomé … oraram juntos”: este conto corânico de uma jornada noturna estabelece a liderança de Maomé sobre as outras figuras sagradas, incluindo Jesus.
  • “Moisés, Jesus e Maomé, que a paz esteja com eles”: tradução do árabe ‘alayhim as-salam, que os muçulmanos devotos dizem após mencionar os nomes dos profetas mortos, menos Maomé. (Uma saudação diferente, sall Allahu ʿalayhi wa-sallam, “que a paz e as benções de Alá estejam com ele”, segue adequadamente o nome de Maomé, mas esta frase é praticamente nunca dita em inglês).

Obama dizer “Que a paz esteja com eles” acarreta outras implicações além de ser meramente a formulação de uma frase islâmica nunca usada por cristãos e judeus que falam o idioma árabe. Primeiro, contradiz aquilo em que um cristão declarado acredita, por implicar que Jesus, bem como Moisés e Maomé estão mortos, a teologia cristã acredita que Ele tenha ressuscitado, esteja vivo e seja o Filho imortal de Deus. Segundo, incluir Maomé nesta benção implica reverenciá-lo, algo tão estranho quanto um judeu conversar sobre Jesus Cristo. Terceiro, um cristão iria com mais naturalidade buscar a paz vinda de Jesus do que desejar que a paz estivesse com ele.

(5) A descrição exagerada e incorreta de Obama do Islã nos Estados Unidos é típica de uma mentalidade islamista. Ele superestima drasticamente tanto o número quanto o papel dos muçulmanos nos Estados Unidos, ao anunciar em junho de 2009 que “se fosse contado o número de muçulmanos americanos, nós seríamos um dos maiores países muçulmanos do mundo”. Altamente improvável: de acordo com uma listagem das populações muçulmanas, os Estados Unidos, com cerca de 2,5 milhões de muçulmanos, encontra-se na 47ª posição). Três dias depois, ele apareceu com uma estimativa inflada de “cerca de 7 milhões de muçulmanos americanos hoje em nosso país” e de modo bizarro anunciou que o “Islã sempre fez parte da história dos EUA. … desde nossa fundação, os muçulmanos americanos enriqueceram os Estados Unidos”. Obama também anunciou um fato duvidoso em abril de 2009, que muitos americanos “têm muçulmanos em suas famílias ou moraram em algum país de maioria muçulmana”. Ao realizar a disposição das comunidades religiosas nos Estados Unidos, Obama sempre oferece o primeiro lugar aos cristãos e o segundo lugar varia entre judeus e muçulmanos, sobretudo em seu discurso de posse em janeiro de 2009: “Os Estados Unidos é uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus e não crentes”. Obama superestimou de forma tão exagerada o papel muçulmano na vida americana que indica uma mentalidade supremacista islâmica, específica de alguém vindo de uma formação muçulmana.

Levando tudo em conta, as declarações confirmam os sinais da infância de Obama de que ele nasceu e foi criado como muçulmano.

“Toda a minha família era muçulmana”

Várias pessoas que conhecem bem Obama o veem como muçulmano. O mais notável é que sua meia irmã, Maya Soetoro-Ng, declarou: “Toda a minha família era Muçulmana” Toda a família dela, obviamente inclui seu meio irmão Barack.

Em junho de 2006, Obama contou como, após uma longa evolução religiosa, “um dia finalmente consegui caminhar pelo corredor da Igreja da Trindade Unida na Rua 95 na região sul de Chicago e atestar a minha fé cristã” com umachamada ao altar. Mas quando o seu pastor da Trindade Unida, Rev. Jeremiah Wright, foi questionado (por Edward KleinThe Amateur, página 40), “o senhor converteu Obama do islamismo para o catolicismo”? Se por ignorância ou discrição, Wright refinou a pergunta, respondendo enigmaticamente: “Difícil de se dizer”. Observe que ele não rejeitou de imediato a ideia de que Obama tinha sido muçulmano.

George Hussein Onyango Obama, meio irmão de 30 anos de Barack, que encontrou-se com ele duas vezes, disse a um entrevistador em março de 2009 que “ele pode estar se comportando de maneira diferente devido a posição que ocupa, mas por dentro Barack Obama é muçulmano”.

“O seu nome do meio é Hussein”

Os muçulmanos não são capazes de livrar-se da sensação de que, sob sua proclamada identidade cristã, Obama verdadeiramente é um deles.

Recep Tayyip Erdoğan, primeiro ministro da Turquia, referiu-se a Hussein como um nome “muçulmano”. Conversas entre muçulmanos sobre Obama às vezes mencionam seu nome do meio como código, sem necessidade de comentários adicionais. Uma conversa em Beirute, citada no Christian Science Monitor, capta essa impressão. “Ele tem que ser bom para os árabes, já que ele é muçulmano”, observou um merceeiro. “Ele não é muçulmano, ele é cristão” respondeu um cliente. Não, disse o merceeiro, “ele não pode ser cristão. O seu nome do meio é Hussein” O nome é a prova positiva.

A escritora muçulmana americana Asma Gull Hasan escreveu em “My Muslim President Obama”,

Eu sei que o Presidente Obama não é muçulmano, mas mesmo assim estou inclinada a acreditar que ele é, como a maioria dos muçulmanos que conheço também acredita. Em uma pesquisa de opinião nada científica, abrangendo desde familiares até conhecidos, muitos de nós sentem … que temos em Barack Hussein Obama o primeiro presidente americano muçulmano. … desde o dia da eleição, eu tomei parte em muitas conversas com muçulmanos em que havia a aceitação imediata ou deixavam escapar entusiasticamente que Obama é muçulmano. Em comentários sobre o nosso novo presidente, “eu tenho que apoiar meu irmão e patrício muçulmano”, escapava da minha boca antes que eu pudesse pensar duas vezes. “Então, eu sei que ele não é realmente muçulmano”, acrescentava eu. Mas se eu estivesse conversando com um muçulmano, ele diria, “é sim”.

A título de explicação, Hasan menciona o nome do meio de Obama. Ela conclui: “A maioria dos muçulmanosque eu conheço (inclusive eu) parece não aceitar que Obama não seja muçulmano”.

Se os muçulmanos têm estas sensações, não é de se surpreender que o público americano também as tenha. Cinco pesquisas de opinião realizadas entre 2008 e 2009 pelo Pew Research Center for the People and the Presscom a pergunta “Você sabe qual é a religião de Barack Obama”? constataram uma consistência de que 11 a 12 por cento de eleitores americanos declararam ser ele realmente muçulmano, sendo que as porcentagens bem maiores encontravam-se entre republicanos e evangélicos. O número subiu para 18 por cento em uma pesquisa do Pew emagosto de 2010. Uma pesquisa de opinião realizada em março de 2012 descobriu que a metade dos prováveis eleitores republicanos tanto no Alabama quanto no Mississippi considera Obama muçulmano. A pesquisa realizada pelo Pew de junho a julho de 2012 mostrou que 17 por cento dos entrevistados responderam que Obama é muçulmano e 31 por cento disseram que não sabiam qual era a sua religião e, apenas 49 por cento identificaram-no como cristão. Isso se traduz em uma divisão equilibrada entre os que acreditam que Obama é cristão e aqueles que não acreditam que ele seja cristão.

O fato de que aqueles que o veem como muçulmano praticamente na totalidade também desaprovam o seu desempenho em sua função, aponta para uma correlação em suas mentes entre a identidade muçulmana e a presidência fracassada. Que uma parcela substancial do público persista nesse modo de avaliação expõe o alicerce de relutância de pegar Obama pela palavra sobre ser cristão. O que por sua vez reflete a acepção amplamente difundida de que Obama não levou a sério sua biografia.

“Ele estava interessado no Islã”

  • Enquanto cursava na Indonésia, Obama participava de forma memorável das aulas corânicas; pouco conhecido, conforme recorda ele em março de 2004, era o “estudo da Bíblia e catecismo” na escola Asisi. Como estas aulas eram destinadas apenas aos crentes, participar de ambas estava errado. Vários ex-professores confirmam as lembranças de Obama. A seguir três deles falam a respeito:
  • A professora da primeira série de Obama na escola Asisi, Israella Dharmawan, relata a Watson do Los Angeles Times: “Naquela época, Barry também rezava como católico, mas Barry era muçulmano. … Ele foi matriculado como muçulmano porque seu pai, Lolo Soetoro, era muçulmano”.
  • O professor da terceira série de Obama em Besuki, Effendi, relatou a Anne Barrowclough do Times (de Londres), que a escola tinha alunos de várias religiões e se lembrava como os alunos participavam das aulas de suas próprias religiões – menos Obama, que insistia em participar tanto das aulas da religião cristã quanto da islâmica. E participava de ambas mesmo contrariando a sua mãe cristã: “A mãe dele não gostava que ele estudasse o Islã, mesmo seu pai sendo muçulmano. Às vezes ela vinha à escola, ela estava zangada com o professor de religião e disse ‘Por que você o ensina o Alcorão’? Mas ele continuava a frequentar as aulas porque estava interessado no Islã”.
  • Um administrador em Besuki, Akhmad Solikhin, mostrou (a um jornal indonésio o Kaltim Post em janeiro de 2007, tradução fornecida por “Um Americano Expatriado no Sudeste da Ásia,” aspas acrescidas para maior clareza) perplexidade quanto à religião de Obama: “Ele realmente foi matriculado como muçulmano, mas alega ser cristão”.

Esta dupla religiosidade, com certeza, começou a ser discutida quando Obama se tornou uma figura internacional e quando a natureza da sua afiliação religiosa acarretou implicações políticas; ainda assim, o fato de três figuras do seu passado indonésio terem independentemente afirmado o mesmo é extraordinário e aponta para a complexidade do desenvolvimento pessoal de Barack Obama. Também levantam a fascinante e inconclusiva possibilidade que Obama, já na tenra idade entre seis e dez anos, procurou combinar as religiões materna e paterna em um todo sincrético pessoal, apresentando-se como cristão e como muçulmano. De forma sutil, é exatamente isso que ele ainda faz.

Descobrindo a verdade

Concluindo, as provas disponíveis indicam que Obama nasceu e foi criado como muçulmano e reteve uma identidade muçulmana até o final de seus 20 e tantos anos. Filho de uma linhagem de muçulmanos do sexo masculino, recebeu um nome muçulmano, foi matriculado como muçulmano em duas escolas na Indonésia, estudava o Alcorão nas aulas de religião, ainda recita a declaração da fé islâmica e discursa para as platéias muçulmanas como um patrício crente. Entre o pai muçulmano não praticante, padrasto muçulmano e quatro anos vivendo no meio muçulmano, ele era visto e se via como muçulmano.

Isso não quer dizer que ele era um muçulmano praticante ou que continua muçulmano hoje, muito menos islamista, nem que o seu histórico muçulmano influencia significativamente seu enfoque político (que é típico de um americano de esquerda). Nem que haja algum problema quanto a sua conversão do islamismo para o catolicismo. O problema é Obama ter especificamente e repetidamente mentido sobre a sua identidade muçulmana. Mais do que qualquer outro simples engodo, a forma que Obama trata seu próprio histórico religioso expõe sua fraqueza moral.

Dúvidas sobre a honestidade de Obama

E assim, elas permanecem desconhecidas do eleitorado americano. Veja o contraste desse caso com o de James Frey, autor de A Million Little Pieces. Tanto Frey quanto Obama escreveram memórias incorretas que Oprah Winfrey endossou e subiu para o primeiro ligar na lista de bestsellers não ficção. Quando os artifícios literários de Frey sobre o seu consumo de drogas e criminalidade se tornaram aparentes, Winfrey caiu em cima dele de forma cruel, uma biblioteca reclassificou seu livro como ficção e a editora ofereceu a devolução do dinheiro aos clientes que se sentiram ludibriados. Já as falsidades de Obama são alegremente desculpadas, Arnold Rampersad, professor de inglês da Universidade de Stanford, que leciona autobiografia, considerou Dreams uma obra admirável “repleta de truques inteligentes—invenções com o intuito de obter efeito literário—que fiquei agradavelmente surpreendido, porque não dizer estupefato. Mas não se engane, são simples truques que fazem parte do jogo e a partir desses truques supõe-se que a verdade surgirá”. Gerald Early, professor de literatura inglesa e de estudos afro-americanos na Universidade de Washington em St. Louis, vai mais além: “Não importa se ele inventou coisas. … Não acho que seja importante se Barack Obama falou ou não a absoluta verdade em Dreams From My Father. O que importa é como ele quer conceber a sua vida”.

Estranho que uma história do submundo sobre suas atividades sórdidas inspirem altos padrões morais e que a autobiografia do presidente dos Estados Unidos seja aprovada. Dick Ardiloso, abra espaço para Barry Fraudulento.

 

Publicado no The Washington Times;
Original em inglês: Obama’s Muslim Childhood

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: Mídia Sem Máscara

Cresce o antissemitismo em cidade sueca

Israelenses param em memória a vítimas do Holocausto

Israelenses param em memória a vítimas do Holocausto

Donald Snyder 

Os gritos de “Heil Hitler” que eram dirigidos com frequência para Marcus Eilenberg quando ele ia para a sinagoga foram demais. Temendo pela segurança de sua família, Eilenberg mudou-se com a mulher e dois filhos para Israel.

“Eu não queria que meus filhos crescessem nesse ambiente”, disse ele. “Não seria justo para eles ficar em Malmo.”

A Suécia, um país há muito tempo considerado um modelo de tolerância, tinha sido um refúgio para a família de Eilenberg. Seus avós paternos estabeleceram um lar em Malmo em 1945, depois de sobreviver ao Holocausto. Os pais de sua mulher chegaram à cidade portuária em 1968, vindos da Polônia, depois que o governo comunista de lá lançou um expurgo antissemita.

Mas a combinação de uma população muçulmana em rápido crescimento, vivendo em condições segregadas, com a raiva disseminada contra as políticas e os atos de Israel foi tóxica para os judeus locais. Como em muitas outras cidades europeias, os judeus de Malmo dizem que foram submetidos a crescentes ameaças, intimidação e violência como representantes de Israel.

Malmo, a terceira cidade da Suécia, com uma população de aproximadamente 294 mil habitantes e que inclui menos de 800 judeus, atingiu uma espécie de ponto de virada em janeiro de 2009 durante a campanha militar israelense em Gaza. Um pequeno grupo de maioria judia realizou uma demonstração chamada de marcha pela paz, mas considerada um sinal de apoio a Israel.

Os manifestantes foram atacados por um grupo muito maior de muçulmanos e esquerdistas suecos. A polícia pareceu incapaz de conter a violência.

“Fiquei realmente assustado”, lembrou o doutor Jehoshua Kaufman, um líder comunitário judeu. “Assustado porque havia muita gente irada diante de nós, gritando insultos e atirando garrafas e soltando fogos ao mesmo tempo. O ruído era muito alto. E fiquei irritado porque realmente queríamos seguir com aquela demonstração, mas não pudemos terminá-la.”

Alan Widman, um parlamentar de Malmo que não é judeu e pertence ao Partido Liberal, disse simplesmente: “Eu nunca senti tanto medo na minha vida”. Os manifestantes acabaram sendo evacuados pela polícia.

Uma bomba explodiu na escada diante da sinagoga de Malmo pouco depois das 2 da manhã de 23 de julho. A polícia classificou a explosão como um ato de vandalismo, crime que recebe baixa prioridade e raramente é solucionado, segundo um policial sueco. O superintendente da polícia de Malmo, Mats Atten, disse ao semanário judeu “Forward”: “Se ninguém viu nada e não temos pistas, não podemos fazer nada e a investigação será encerrada. Não somos mágicos”.

O antissemitismo na Europa foi historicamente associado à extrema-direita, mas os judeus entrevistados para esta reportagem dizem que a ameaça na Suécia hoje vem dos muçulmanos e da mudança de atitude sobre os judeus na sociedade em geral. Existem aproximadamente 45 mil muçulmanos em Malmo, cerca de 15% da população da cidade. Muitos deles são palestinos, iraquianos e somalis, enquanto outros vieram da antiga Iugoslávia.

Mas o problema não são apenas os muçulmanos, nem acontece só em Malmo.

Um estudo continental realizado pelo Instituto para Pesquisa Interdisciplinar sobre Conflito e Violência, da Universidade de Bielefeld, Alemanha, divulgado em dezembro passado, revelou que 45,7% dos europeus entrevistados concordam de alguma forma ou fortemente com a seguinte declaração: “Israel está conduzindo uma guerra de extermínio contra os palestinos”. E 37,4% concordaram com esta declaração: “Considerando a política de Israel, posso entender por que as pessoas não gostam dos judeus”.

“Existe um nível muito alto de antissemitismo oculto sob as críticas às políticas de Israel”, disse Beate Kupper, uma das principais pesquisadoras do estudo, em entrevista por telefone, citando uma tendência a “culpar os judeus em geral pelas políticas de Israel”.

Kupper disse que nos lugares onde há um forte tabu contra expressões de antissemitismo, como na Alemanha, “criticar Israel é uma ótima maneira de expressar o antissemitismo de forma indireta”.

Segundo Bassam Tibi, professor emérito de relações internacionais na Universidade de Gottingen, na Alemanha, e autor de vários livros sobre o crescimento do islamismo na Europa, os muçulmanos formam um importante subconjunto desse problema. “O crescimento da diáspora muçulmana na Europa está afetando os judeus”, disse Tibi. Segundo ele, muitos muçulmanos europeus pensam que “todo judeu é responsável pelo que Israel está fazendo e pode ser um alvo”.

Em Malmo, o papel dessa população é considerado especialmente significativo. A maioria dos muçulmanos de Malmo vive em Rosengard, a zona leste da cidade, onde o índice de desemprego é de 80%. Antenas de satélite salpicam os arranha-céus para receber programas da Al Jazira e outras redes a cabo em língua árabe, que mantêm os muçulmanos de Malmo em permanente contato com os acontecimentos árabe-israelenses.

Sylvia Morfradakis, uma autoridade da União Europeia que trabalha com os desempregados crônicos, os que estão sem trabalho há dez ou 15 anos, disse que o principal motivo pelo qual 80 a 90% dos muçulmanos entre 18 e 34 anos não conseguem arranjar emprego é que eles não falam sueco.

“Os empregadores suecos insistem que os trabalhadores falem bem a língua, mesmo para os empregos mais simples”, disse Morfradakis. Ela acrescentou: “O conceito de bem-estar social de ajuda sem fim não incentiva as pessoas a fazer algo para melhorar suas vidas”.

Mas Per Gudmunson, editorialista chefe do “Svenska Dagbladet”, um importante jornal sueco, é crítico dos políticos que põem a culpa pelos atos antissemíticos nas condições de vida dos muçulmanos. Esses políticos oferecem “desculpas frágeis” para os adolescentes muçulmanos acusados de crimes de antissemitismo, ele disse. “Os políticos dizem que esses garotos são pobres e oprimidos, e nós os fizemos ter ódio. Na verdade, eles estão dizendo que o comportamento deles é de certa forma nossa culpa.”

O problema dos judeus preocupa Annelie Enochson, uma parlamentar sueca democrata-cristã. “Se os judeus se sentem ameaçados na Suécia, fico muito assustada com o futuro do meu país”, ela disse em uma entrevista.

Por ser o judeu mais visível em Malmo, com seu chapéu de feltro preto e sua longa barba, o único rabino da cidade, Shneur Kesselman, 31, é um dos principais alvos do sentimento antissemítico muçulmano. Em seus seis anos na cidade, o rabino ortodoxo, que é americano, foi vítima de mais de 50 incidentes antissemíticos. Ele é um homem delicado, com uma determinação de aço a continuar em Malmo apesar do perigo.

Dois membros da embaixada americana em Estocolmo o visitaram em abril para conversar sobre sua segurança. Eles tinham bons motivos para preocupar-se.

O rabino lembrou o dia em que estava atravessando a rua com sua mulher, perto de casa, quando um carro subitamente deu marcha a ré e acelerou na direção deles. Os dois escaparam do veículo por pouco e conseguiram chegar ao outro lado da rua. “Minha mulher estava aos gritos”, disse o rabino. “Foi um acontecimento traumático.”

Os jornais locais relatam que o número de incidentes antissemíticos em Malmo duplicou de 2008 para 2009. Enquanto isso, Fredrik Sieradzki, porta-voz da comunidade judia de Malmo, estima que a pequena população judia está encolhendo 5% ao ano. “Malmo é um lugar para nos afastarmos”, ele disse, citando o antissemitismo como principal motivo. “A comunidade tinha o dobro do tamanho atual duas décadas atrás.”

A sinagoga em estilo mourisco, de 107 anos de idade, tem uma segurança elaborada. Seu vidro não é apenas à prova de balas, dizem as autoridades comunitárias judias; é à prova de foguetes. Guardas verificam os estranhos que tentam entrar no edifício.

Alguns pais judeus tentam proteger seus filhos mudando-se para bairros onde há menos muçulmanos nas escolas, para reduzir os confrontos.

Seis adolescentes judeus entrevistados mencionaram agressões antissemíticas por parte de colegas muçulmanos. Segundo as vítimas, nenhum dos agressores foi detido, muito menos punido.

Uma vítima foi Jonathan Tsubarah, 19, filho de um judeu israelense que se estabeleceu na Suécia. Enquanto ele passeava pela Praça Gustav Adolphe em 21 de agosto de 2009, três jovens – um palestino e dois somalis – o pararam e perguntaram de onde ele era, lembra Tsubarah.

“Sou de Israel”, ele respondeu.

Um dos agressores retrucou: “Eu sou da Palestina e vou matá-lo”.

Os três o derrubaram com socos e pontapés, disse Tsubarah. “Mate o judeu”, eles gritavam. “Agora você se orgulha de ser judeu?”

O adolescente, de compleição frágil, respondeu: “Não, não me orgulho”. Ele disse que só fez isso para que parassem de lhe bater. Tsubarah disse que pretende ir para Israel e entrar no exército.

Muitos judeus culpam a polícia sueca por não reprimir o antissemitismo. A maioria dos crimes de ódio em Malmo são atos de vandalismo, disse Susanne Gosenius, diretora da recém-criada unidade de crimes de ódio do Departamento de Polícia de Malmo. Estes incluem a pintura de suásticas em edifícios. Segundo Gosenius, a polícia não dá prioridade a esse tipo de crime. “É muito raro a polícia encontrar os perpetradores”, ela disse. “Os suecos não entendem por que as suásticas são ruins e como elas ofendem os judeus.”

Parlamentares participaram de manifestações anti-israelenses em que a bandeira de Israel foi queimada enquanto bandeiras do Hamas e do Hizbollah eram hasteadas, e a retórica era com frequência antissemítica, não apenas anti-Israel. Mas essa retórica pública não é considerada odiosa e denunciada, disse o professor Henrik Bachner, autor e professor de história na Universidade de Lund, perto de Malmo.

“A Suécia é um microcosmo do antissemitismo contemporâneo”, disse o doutor Charles Small, diretor da Iniciativa para Estudo do Antissemitismo da Universidade Yale. “É uma forma de aquiescência ao islamismo radical, que é diametralmente oposto a tudo o que a Suécia representa.”

O imame de Malmo, Saeed Azams, que afirma representar 80% dos muçulmanos da cidade, disse que é errado culpar os judeus suecos pelos atos de Israel. Durante uma entrevista em seu escritório, Azams salientou a importância de ensinar aos jovens muçulmanos que parem de comparar os judeus de Malmo com Israel.

“Como a sociedade judia na Suécia não condena os atos claramente ilegais de Israel, as pessoas comuns pensam que os judeus daqui são aliados de Israel, mas isso não é verdade”, ele disse.

O imame minimizou a seriedade do problema, dizendo que os incidentes antissemíticos foram consequência de ignorância e que “não há mais de cem pessoas, a maioria menor de 18 anos”, que se envolvem em violência e pertencem a gangues de rua. “Há algumas coisas que eu não consigo controlar”, ele disse.

O imame é um defensor do diálogo com líderes judeus e aprovou a criação de um “comitê do conflito”. O prefeito social-democrata de Malmo, Ilmar Reepalu, indicou o psicólogo Bjorn Lagerback para cuidar do recém-formado Fórum de Diálogo, que inclui líderes judeus e muçulmanos.

O prefeito criou o fórum depois da violência do ano passado contra os manifestantes judeus e seus próprios comentários polêmicos que irritaram os judeus. Dizendo que condenava tanto o sionismo quanto o antissemitismo, Reepalu criticou os judeus de Malmo por não assumirem uma posição contra a invasão de Gaza por Israel. “Em vez disso, eles preferiram organizar uma demonstração no centro da cidade, que as pessoas podiam interpretar mal”, ele disse.

Entrevistado na prefeitura de Malmo, o psicólogo Lagerback admitiu uma “situação horrível” em Rosengard, onde carros de bombeiros e ambulâncias são muitas vezes apedrejados por jovens muçulmanos irados. Mas, assim como o imame, ele se apressou a acrescentar que os que praticam violência são um pequeno número de jovens. Ele atribui esse comportamento à pobreza, à superpopulação e ao desemprego, e também a diferenças culturais.

“Somos suecos, mas cidadãos de segunda ou terceira classe”, disse Mohamed Abnalheja, vice-presidente da Associação de Lares Palestinos em Malmo. A organização ensina crianças de origem palestina sobre sua ligação com uma pátria palestina. “Temos o direito ao nosso país, a Palestina”, ele disse. “Hoje a Palestina está ocupada pelos sionistas.”

Enquanto isso, Judith Popinski, de 86 anos, diz que não é mais convidada para as escolas com grande presença muçulmana para contar sua história de sobrevivente do Holocausto.

Popinski encontrou refúgio em Malmo em 1945. Até recentemente, ela contava sua história nas escolas locais como parte do programa de estudos do Holocausto. Hoje algumas escolas não pedem mais para os sobreviventes contarem suas histórias porque os estudantes muçulmanos os tratam com grande desrespeito, seja ignorando os palestrantes ou saindo da classe.

“Malmo me lembra o antissemitismo que eu sentia quando criança na Polônia antes da guerra”, disse Popinski trêmula, com sua voz frágil. “Não estou mais segura como judia na Suécia.”

No entanto, ao contrário de outros, ela está decidida a ficar. “Não serei uma vítima mais uma vez”, ela disse.

Fonte: Hearst Newspapers

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/hearst/2010/08/08/cresce-o-antissemitismo-em-cidade-sueca.jhtm

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Israel acusa o Irã de introduzir terrorismo na América Latina com apoio de Chávez

(Montevidéu, 6 de dezembro EFE) – O vice-primeiro-ministro israelense, Moshe Yaalon, afirmou hoje em uma entrevista com EFE que o Irã está criando, com a conivência da Venezuela, uma “infra-estrutura terrorista” na América Latina para atentar contra os Estados Unidos, Israel e seus aliados.

“A idéia é armar uma infra-estrutura terrorista que durante um tempo esteja adormecida e que no momento certo possa atacar interesses dos Estados Unidos ou os Estados Unidos”, assim como “interesses israelenses ou judeus, ou de qualquer outro país que se oponha à sua postura política”, afirmou.

Yaalon, que culminou hoje em Montevidéu uma visita ao Uruguai, na qual se reuniu com o vice-presidente do país, Danilo Astori, entre outras autoridades, citou como exemplo dessa teórica estratégia um suposto complô para atentar contra o embaixador saudita nos Estados Unidos, revelado recentemente.

Nesse caso, no qual os Estados Unidos envolveram o Irã e que foi condenado no passado 18 de novembro pela Assembléia Geral da ONU, não é o único, como demonstram outros episódios do passado, assinalou. “Este tipo de infra-estrutura terrorista já atuou em 1992 contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, e em 1994 contra a mutual judaica da AMIA”, também na capital argentina, detalhou.

Segundo Yaalon, a estratégia se enquadra nos planos de Teerã de “exportar a revolução iraniana, primeiro aos países circundantes”, como o Iraque, Afeganistão, Líbano ou o território palestino, “e depois ao Ocidente”.

O vice-primeiro-ministro, que na década de 90 foi chefe de inteligência militar, explicou que os dados de que seu país dispõe revelam que na América Latina “este tipo de infra-estrutura envolve elementos muçulmanos que existem na zona e também se apóia nos barões do narcotráfico. Também se respalda na imunidade que os diplomatas iranianos têm na zona” e “aproveitam muito especialmente a forma hospitaleira como são recebidos pelo presidente (da Venezuela Hugo) Chávez e dessa forma ingressam em todo o continente”, denunciou.

Para Yaalon, “o fato de que os passaportes iranianos não necessitam de visto para entrar na Venezuela, um país que rompeu relações com Israel em 2009 pela situação de Gaza, lhes abre as portas para entrar em toda a América Latina”.

Consultado, disse não ter indícios de vinculação entre esses supostos terroristas iranianos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O vice-primeiro-ministro indicou também que não entende por quê o MERCOSUL, o bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (com Venezuela em processo de adesão), pretende firmar em 20 de dezembro um acordo comercial com a Palestina. “Qual é o significado especial do acordo entre o MERCOSUL e a Palestina, quando a única coisa que os palestinos exportam são atos de terrorismo e mísseis?”, se perguntou.

Não obstante, lembrou que seu país tem esse mesmo convênio com os quatro países em separado e com o bloco em seu conjunto, e detalhou que em sua visita ao Uruguai, o país que tem a presidência semestral do grupo, pretendeu explicar às autoridades locais sua visão sobre a situação no Oriente Médio. “Tenho a esperança de que com meu vínculo aqui, possamos estender pontes para chegar a uma posição comum nisto”, salientou.

Yaalon referiu-se também ao ataque perpetrado contra a Embaixada do Reino Unido em Teerã, como uma demonstração de que “o inimigo não é o Estado de Israel, senão o mundo ocidental, o mundo livre”. Ademais, advertiu que Israel pretende “convencer” o regime iraniano de anular seu suposto plano armamentista com energia nuclear, “mas se isso não for possível, realizará pressões para que os iranianos decidam se querem criar a bomba nuclear ou existir como Estado”.

Por outro lado, sobre as eleições realizadas este ano no Egito, Marrocos e Tunis, disse que “a democracia não começa nem termina com eleições, senão com a educação”.

“Estávamos muito alentados de ver na praça Tahrir, do Egito, pessoas que falavam das liberdades de expressão, individuais, das mulheres. Esses são fatores democráticos mas perderam nas eleições”, lamentou Yaalon, que comparou o ocorrido com a revolução iraniana de 1979.

 

Editorial do Noticiero Digital – http://www.noticierodigital.com

Tradução: Graça Salgueiro

Fonte: Mídia Sem Máscara