Israel para jovens

“Ei, aiatolá, deixe a juventude em paz”

Banda regrava “The Wall” em homenagem aos estudantes iranianos oprimidos

Dois irmãos iranianos cuja família se exilou no Canadá durante a revolução de 1979 recriam o clássico de Pink Floyd para atacar a opressão contra a mulher na sociedade de seu país.

Vitaminado pela polêmica em torno de Sakineh –que pode ser apedrejada até a morte por supostamente trair e assassinar o marido–, o vídeo do Blurred Vision (visão embaçada) rapidamente se torna sucesso no YouTube.

“Hey, Ayatollah, Leave Those Kids Alone!” (“Ei, aiatolá, deixe a juventude em paz”) é um cruzamento bombástico entre o autoritarismo das salas de aulas britânicas do pós-guerra com a opressão do regime iraniano atual.

Misturando ficção e cenas de violência contra manifestantes capturadas na internet, ele retrata uma jovem em fuga da perseguição de líderes religiosos.

Com um iPhone nas mãos, tenta passar desesperadamente, em tempo real, mensagens e imagens da opressão em seu país.

“A tecnologia é crucial para combater os regimes autoritários”, diz Sepp, um dos membros do grupo. “O que nos motivou a realizar o projeto foram as cenas na web de mulheres sendo agredidas na cabeça ou torturadas”, diz. “A ideia era captar a essência do que ocorre nas ruas do Irã e tornar o vídeo mais impactante”, conclui.

Está certo que “Another Brick in the Wall” é um dos clássicos das canções de protesto. Mas por que o Blurred Vision escolheu essa, e não outra, em meio a um gênero tão fértil?

“Bem, ela tem uma história profunda no Irã de 30 anos atrás. ‘The Wall’ apareceu no mesmo ano em que se deu a Revolução Islâmica, e aquela canção se tornou uma antena para os jovens. Faz todo o sentido que tenha passado pelo teste do tempo para, ainda hoje, representar a luta contra o autoritarismo.”

E qual era o papel da tecnologia à época? “Muitos dos protestos eram feitos por meio de transmissões de rádio em ondas curtas ou ainda por meio de fitas cassetes”, cujo potencial subversivo era mais difícil de detectar à primeira vista, explica Sepp.

E hoje? “Nossa esperança é que as pessoas mudem seus métodos para lutar contra esse tipo de brutalidade e que armas e bombas deem lugar a iPhones e câmeras”.

Mas transformar o personagem do professor em aiatolá –ambos como símbolo de opressão– não é ideologicamente perigoso?

“Quando Waters canta ‘Hey, teacher’, isso se torna uma metáfora para nós, porque mulás e aiatolás também são professores. O que queremos dizer é que aqueles que estão acima de nós, que determinam o jeito como temos que viver, são nossos ‘professores’.”

Fonte: http://www.israelnaweb.com

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