As contradições do Padre Jucelino

Rodrigo Fialho

Antes de se mudar de mala e cuia para Acaraú, o Padre Jucelino – que eu costumo chamar de padre “pula-pula”, devido aos saltos dados durante a missa – concedeu uma entrevista a uma rádio sobralense e manifestou sua insatisfação com a mudança. Ao ouvir a entrevista, percebi que o Padre não poupou esforços para passar uma imagem negativa da Igreja de Sobral e de Dom Odelir. Por isso mesmo, como católico que tento ser, não posso deixar de tecer meus comentários. Mas antes, assista ao vídeo e, em seguida, eu volto.

Repare que, como uma criancinha a procura da aprovação dos pais, o padre gaba-se pelos seus “grandes” feitos, o que indica falta de humildade. Creio que o Padre Bosco (novo pároco) é tão ou mais capaz que o Padre Jucelino e, certamente, tem condição de realizar um bom trabalho na paróquia, o que faz do Padre Jucelino um ser perfeitamente substituível.

Em seguida, diz o Padre: “fui surpreendido agora ultimamente, quando o senhor bispo disse que precisaria fazer mudanças”… Ué, surpreendido? Até onde eu sei, todo Padre pode ser transferido de paróquia de acordo com a necessidade da diocese e o senhor Bispo pode e precisa fazer as devidas mudanças sempre que for necessário. Se o Padre Jucelino se surpreendeu é porque, na verdade, apegou-se à paróquia e não queria largar o osso, manifestando assim, um sentimento de posse e não de amor.

O Padre afirma que na Igreja de S. Expedito ele e seus fiéis praticam a justiça a caridade e a misericórdia. Mas onde está a caridade para com o Bispo que precisou fazer mudanças? Ao invés de lançar-se de corpo e alma na nova missão e obedecer ao Bispo, a quem ele jurou obediência no dia da ordenação, o sacerdote diz preferir ficar no conforto da cidade de Sobral e da paróquia da Ressurreição. Ah, Vai querer moleza assim na China!

Ao ser perguntado se não seria óbvio ser ele o natural sucessor  do Monsenhor Sadoc, responde choramingando: “É, mas as coisas são como Deus quer e como o senhor Bispo decide.” Peraí, vamos refletir um pouco. Se é Deus quem quer, a decisão do Bispo foi a melhor para o Padre Jucelino. O que Dom Odelir fez foi apenas confirmar a vontade de Deus para a vida dele, demonstrando com esse ato, sua obediência a Deus. Se a Vontade de Deus é a mudança, então por que a choradeira? Acaso Deus é capaz de desejar algo ruim para os seus filhos? Evidentemente que não e, por isso mesmo, o sacerdote deveria ter pulado de alegria, – como costuma fazer na missa – ao invés de ficar chorando feito mulherzinha. Achando pouco, Jucelino faz questão de explicitar sua rejeição à Vontade de Deus. Perguntado se dia dezenove seria sua ultima missa na Ressurreição, ele responde: “é, mas eu não queria não”. Ora, se “as coisas são como Deus quer”, como o próprio Padre diz, então o problema não é a mudança, mas a resistência dele em fazer a Vontade de Deus. Nem sempre é fácil fazer a Vontade de Deus, mas quando um homem consagra-se a Deus no sacerdócio, deve estar sempre aberto em fazer o que Deus quer e não o que quer.

Infelizmente certos sacerdotes fazem de tudo para atrapalhar o trabalho do bispo e manchar a imagem da Igreja. A esses traidores Deus fará justiça. Declarações como as do Padre “pula-pula” só serve para confundir a cabeça das pessoas inocentes em matéria de Igreja. A mudança realizada por Dom Odelir faz parte do ofício de Bispo e não tem nada de extraordinária, por isso mesmo, não deveriam surpreender nem os Padres, nem os fiéis.

 

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