Trechos do diário de uma vítima do nazismo

Anne Frank

Anne Frank

Anne Frank nasceu em 1929, na Alemanha, filha de um banqueiro e de uma dona de casa. Aos 4 anos de idade, Anne foi obrigada a sair do país com sua família após a chegada de Adolf Hitler ao poder  . Em 1942, com a perseguição aos judeus deflagrada também na Holanda, Otto Frank, sua mulher e filhas unem-se a mais quatro mil pessoas  e decidem se esconder dos invasores alemães. Por dois anos, até serem delatados, eles tiveram que viver limitados ao anexo do sótão do escritório de Otto Frank. No esconderijo, o diário de Anne era o único instrumento de liberdade que ela possuía, e, nele, relatou a vida cotidiana no anexo secreto, as transformações sofridas por cada um que ali residiam e a angústia daqueles dias. Anne Frank morreu de Tifo, no campo de concentração Bergen-Belsen aos 15 anos de idade.

Segue alguns trechos do diário de Anne.

<<Quando penso em nossas vidas aqui, geralmente chego à conclusão de que vivemos num paraíso, comparado aos judeus que não estão escondidos.>>

(…)

<<Há pouco tempo, testemunhei uma briga feia entre pilotos alemães e ingleses. Infelizmente, dois aliados tiveram de pular do avião em chamas.>>

(…)

<<Todos os estudantes universitários precisam assinar uma declaração oficial dizendo que “simpatizam com os alemães e aprovam a nova ordem”. Oitenta por vento deles decidiram obedecer à consciência, mas a penalidade será severa. Qualquer estudante que se recuse a assinar será mandado a um campo de trabalho alemão.>>

(…)

<<Você não pode negar que milhões de cidadãos pacíficos na Polônia e na Russia foram assassinados ou asfixiados com gás.>>

(…)

<<Sempre que vem alguém de fora com o vento nas roupas e frio nas bochechas, sinto vontade de enterrar a cabeça debaixo dos cobertores para não pensar: “Quando será que poderemos respirar ar puro de novo?” Não posso fazer isso – pelo contrário tenho de manter a cabeça erguida  – e ver as coisas de modo corajoso, mas os pensamentos voltam a si mesmo e sempre.>>

(…)

<<Acredite, se você ficasse trancada aqui um ano e meio, acabaria achando tempo demais. Mas os sentimentos não podem ser ignorados, não importa que pareçam injustos ou ingratos. Gostaria de andar de bicicleta, dançar, assoviar, olhar o mundo, me sentir jovem e saber que sou livre, mas não posso deixar isso transparecer.>>

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Trechos do O Diário de Anne Frank – Best bolso.

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