Porque não votar em Dilma Rousseff

Thiago Coelho

Outubro de 2010. O Brasil tem uma eleição presidencial, e o seu povo, mais uma vez, é destituído do direito de ter a sua disposição candidatos pertencentes aos mais diversos partidos e ideologias políticas. A democracia brasileira, a qual não permite a existência de uma pluralidade de pontos de vista e muito menos de discussão, está sendo reduzida a um sistema político no qual somente dois partidos se arrogam o direito de representar toda uma nação: PT (Partido dos Trabalhadores) e PSDB (Partido da Social-Democracia Brasileira). Ambos são partidos de esquerda, socialistas, diferindo apenas no que tange ao modo de como construir um Estado socialista no Brasil. O PT, sendo um partido com uma visão político-revolucionária mais radical que o PSDB, acusa-o frequentemente de pertencer à Direita, o que nos faz lembrar as briguinhas e xingamentos que Lênin – cuja organização revolucionária liderada por ele na Rússia era o Partido Operário Social-Democrata Russo – perpetrava contra Bernstein por simples diferenças sobre práxis político-revolucionária. A democracia, da qual uma das características básicas é a existência do debate entre variados grupos políticos na sociedade, transformou-se, no Brasil, num sistema totalmente sob influência político-ideológico-cultural de organizações esquerdistas que detêm uma hegemonia enorme nos meios de comunicação, nas universidades, nas escolas, nos movimentos de massas etc.

Em qualquer país livre, é dever central dos eleitores analisar as propostas de governo e conhecer a biografia de cada candidato que se lhe apresente. Isso é praxe em todos os países, menos no Brasil. Se a vida da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, fosse conhecida do grande público, jamais estaria ela na frente em qualquer pesquisa de intenção de votos. A vida de Dilma é digna de qualquer rebelde sem causa que nasce em berço de ouro. Nascida em família de classe média alta, obteve conforto e aulas de piano e francês.Tinha tudo para continuar com uma vida de privilégios e feliz, até o momento em que foi apresentada ao marxismo, provavelmente pelo próprio pai, que era búlgaro e filiado ao Partido Comunista da Bulgária. Com o advento dos militares ao poder, Dilma entrou para a luta armada contra um governo instituído pela vontade de diversos setores da sociedade brasileira. E como para ela a vontade popular não conta, decidiu entrar para grupos comunistas que espalharam violência e morte em vários estados do país como o POLOP, COLINA e VAR-Palmares. Tais grupos de marginais foram responsáveis por assaltos a bancos, seqüestros, atentados à bomba, mortes de policiais militares e outras ações violentas e inadmissíveis. A luta por uma sociedade mais justa e fraterna não justifica em hipótese alguma que o indivíduo atente contra o direito à vida, à propriedade e à segurança de outrem. E o mais absurdo de tudo é que os guerrilheiros tinham como ideal exemplar de sociedade justa e livre os estados totalitários de Cuba e da União Soviética, dos quais receberam treinamento tático-militar, armas, dinheiro e agentes dentro das diretrizes do Komintern. Os criminosos de ontem se tornaram os ministros, parlamentares e candidatos à Presidência de hoje. A delinqüência e as malfeitorias nunca foram tão prestigiadas em qualquer país do mundo como no Brasil. Aqui, se a polícia prende algum bandido, isso é visto como um ato de brutalidade contrário aos direitos humanos; entretanto, se um delinqüente mata um pai de família, isso é visto como um ato de revolta contra as injustiças da sociedade capitalista.

Infelizmente, parece que tais informações não conseguem chegar ou são completamente desprezadas pelos eleitores brasileiros, os quais, não possuindo uma cultura elevada e uma consciência democrática historicamente desenvolvida, deixam-se seduzir por práticas assistencialistas que os tornam dependentes cada vez mais dos grupos políticos que estão no poder enquanto a educação, a saúde e a segurança públicas continuam um completo desastre. Já é senso comum que a soma de uma população ignorante mais um governo incompetente centrado na figura de um líder popular gera ou um regime populista (como no Brasil) ou uma ditadura (como em Cuba). Os brasileiros têm Lula. Segundo declarou Jeronimo Moscardo, embaixador e presidente da Fundação Alexandre de Gusmão, no jornal cearense Diário do Nordeste de 3 de setembro de 2010, “houve esse confronto entre a Colômbia e a Venezuela e ele (Lula) intercedeu. Foi lá e pediu para que tudo se acalmasse”. E tudo milagrosamente se acalmou. E como a maioria dos brasileiros tem fé em Lula, Lula acreditou que era um deus vivo – ou talvez a reencarnação de algum faraó egípcio – e criou Dilma Rousseff – a criatura -, esquecendo-se somente de que a farsa e a mentira criadas por ele não durarão tanto quanto as do seu criador.

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