O que penso do Keynesianismo

Thiago Coelho

Já é fato mais que notório que o Estado brasileiro é um dos Estados que mais cobram impostos no mundo. A carga tributária é altíssima, as pessoas trabalham mais da metade do ano só para pagarem impostos e, o que é ainda pior, são obrigadas a ver seu suado dinheiro, acumulado a custo de tantas dificuldades, ser empregado no financiamento de serviços e de bens públicos cada vez de menos qualidade ou serem desviados para contas bancárias de pessoas que ocupam altos cargos governamentais e de seus correligionários políticos. Muitos dizem que a alta carga tributária brasileira é conseqüência de incompetência administrativa. Ela não é só conseqüência disso como também da existência de um Estado forte e interventor que possui uma longa tradição histórica no Brasil e que se arroga o direito de ser o impulsionador exclusivo do desenvolvimento pátrio, sem antes provar aos seus contribuintes e a si mesmo que tem a capacidade de lhes oferecer serviços básicos e essenciais com o mínimo de qualidade e eficiência. O setor público é tão desacreditado e pífio que nem aqueles que mais defendem e propagandeiam sua suposta excelência – os nossos representantes políticos como o Presidente socialista Luís Ignácio, por exemplo – têm coragem de fazer uso explícito e ostensivo deles, preferindo matricular seus filhos em instituições de ensino privadas e recorrer a hospitais particulares sempre que sentem o menor resfriado.

Ao contrário do que os apóstolos do pensamento único querem nos impor, o Estado interventor do credo keynesiano constitui-se, na prática, por estabelecer as sementes para a construção de um Estado totalitário: o Governo começa intervindo aqui e ali e, com o passar do tempo, se torna forte o suficiente para intervir onde quiser e sem prestar satisfação à sociedade. E todos sabemos que, com um Estado super-poderoso e com um líder carismático semidivino, a população acaba por ficar refém de seus ditames e de seus serviços, não podendo reclamar e acabam por se consolidar e institucionalizar as práticas maléficas do clientelismo, do paternalismo, da compra de votos nos currais eleitorais, do nepotismo com o emprego de familiares em cargos estatais, da falta de transparência na divulgação dos gastos públicos, da corrupção generalizada, da exploração de trabalhadores e empresários pelo Governo através da alta cobrança de tributos que dificultam os investimentos particulares e a criação de empregos etc.

O resultado da receita keynesiana é a construção e consolidação de um Estado faraônico que transforma a grande maioria da população em meros funcionários públicos e a estagnação econômica, já que, não havendo competição e o dinamismo que impulsionam o desenvolvimento como ocorre em economias liberais, o Estado interventor não se preocupa em oferecer serviços de qualidade e inovadores, o que poderia ser forçado nessa conjuntura através de manifestações populares – problema este que, numa economia capitalista liberal, se resolve somente indo comprar em outro lugar se o povo não estivesse submetido ao Governo de forma tão bruta.

O Estado keynesiano é por essência autoritário e monopolizador, pois considera que apenas o mercado possui falhas, sem ter parado antes para pensar que o Governo também é inclinado a falhas e erros que são até maiores e mais prejudiciais a toda uma população que trabalha arduamente para financiar o sustento daqueles que vivem de cargos públicos e que fomentam a ignorância para manter seu “status quo”.

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