O plágio de Roberto Jefferson

Roberto JeffersonNivaldo Cordeito | 26 Março 2010

“De onde menos se espera, daí é que não sai nada”, ainda uma vez vive-se plenamente a máxima do Barão de Itararé. Essa é a sensação que tive ao cotejar o artigo de Roberto Jefferson, publicado na Folha de São Paulo, com um artigo de Olavo de Carvalho (“Pensem nisso”). Jefferson tornou-se um plagiador grosseiro e inepto, coisa coerente com sua biografia e sua vida política. Mais uma entre tantas outras falhas morais.

Jefferson, além de moralmente inferior, foi inepto. Olavo de Carvalho usou no texto a expressão “profissionais” de forma irônica, ironia que é sua marca registrada, enquanto o presidente do PTB usou a expressão em sentido literal. A ironia olaviana é imprescindível no contexto, pois ele quer realçar que a elite política tradicional é amadora diante do verdadeiro profissionalismo das esquerdas. Ao passar por sobre a figura de linguagem Jefferson ocultou a verdadeira intenção do criador da imagem.

A expressão “profissionais” no texto de Olavo de Carvalho designa o político tradicional patrimonialista que parasita o Estado desde sempre sem se dar conta da revolução em curso no Brasil. Não cumpre o pacto implícito de defender a ordem que garante as liberdades. Essa gente é o rebotalho da vida política, que está sendo facilmente destruída pelas esquerdas. Primeiro no campo eleitoral, agora no campo político-policial, como bem estamos a ver no caso emblemático de José Roberto Arruda, cuja fogueira ainda não acabou, embora sua destruição já esteja consumada.

Olavo bem sublinhou que as esquerdas usam de todas as armas que os “profissionais”usam, mas vão mais além. Fazem política em tempo integral. Não descansam nunca. Estão sempre em tocaia.

Escreveu Olavo: “o político “profissional” tem a seu favor apenas os eleitores, que se manifestam uma vez a cada quatro anos e depois o esquecem ou passam a odiá-lo. O revolucionário tem a vasta militância organizada, devotada a uma luta diária e constante, pronta a matar e morrer por aquele que personifica as suas aspirações”.

Vejam o que Jefferson “escreveu”: “O político profissional tem a seu favor somente os eleitores, que se manifestam a cada quatro anos e depois o esquecem, enquanto o socialista tem a vasta militância, pronta a matar e a morrer por quem personifica suas aspirações.” O plágio foi acintoso. Assim em todo o texto.

Mais uma vez Roberto Jefferson foi pego com a mão na cumbuca. Coisa feia. Restou unicamente o mérito de se revelar leitor atendo do Olavo, o que não ofusca o crime de plágio. Alguém pode levá-lo a sério?

Fonte: Mídia Sem Mascara

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